Sorriso


No dia a dia do nosso caminhar, vamos nos apercebendo de que as alegrias vêm sendo, pouco a pouco, mais esparsas, menos comuns, mais difíceis.

A você, que nos dá o carinho da sua atenção, peço a humilde permissão para fraternalmente indagar-lhe: Quantas vezes você tem sorrido ao longo dos dias?

Quantas vezes a alegria sincera do seu coração é exteriorizada através dos seus lábios? Talvez poucas, não é, irmão?

Por isto, medite um pouco conosco sobre o sorriso.

O sorriso é um tesouro maravilhoso, exteriorizado pelos nossos lábios e que evidencia a intensidade e os matizes das luzes que possuímos em nosso interior.

O sorriso é um bem de que somos possuidores e nada nos custa ofertá-lo, bastando apenas deixá-lo fluir docemente pelos nossos lábios.

Todos nós, quer estejamos passando por momentos de opulência ou de penúria, tanto material como espiritual, podemos levar aos olhos e por conseqüência aos corações daqueles que conosco militam neste planeta-escola momentos de alegria quando ofertamos, amorosa e fraternalmente, o nosso sorriso.

À medida que sorrimos, descontrai-se o nosso semblante, ao mesmo tempo que deixamos à vontade o irmão, de quem usufruímos a presença, para que ele possa sentir e desfrutar a espontaneidade da nossa doação e doe-se também a nós próprios, de coração, com amor.

Ao sorrirmos, os nossos olhos adquirem novos contornos, outro brilho e, através deles, evidenciamos às pessoas que conosco compartilham momentos de vida a doce fraternidade, que se encontra latente nas profundezas da nossa alma.

Ao sorrirmos nossos olhos esquecem-se, por instantes, da desconfiança, da soberba, das mágoas, das tristezas, fazendo refluir, através deles, as ondas benditas da alegria, da amizade, da consideração e do perdão, por vezes, de há muito tempo por nós olvidadas.

Ao sorrirmos, nossos corpos sentem-se incitados a se aproximarem de outros corpos e nossos braços, sem nos darmos conta, sentem-se impelidos a estenderem-se em direção daqueles irmãos de quem usufruímos a companhia.

Um abraço, apenas um leve tocar, acompanhados do sorriso é o sinal que damos da nossa amizade, do nosso carinho e da nossa simplicidade.

O sorriso faz com que, mesmo quando estamos impossibilitados de com as nossas pernas e braços agir, possamos envolver, num efusivo abraço espiritual tantos outros irmãos através da candura e da expressão amistosa dos nossos lábios.

O sorriso, quando ofertado com o mais puro sentimento de fraternidade, leva em seu bojo a alegria, o estímulo, a compreensão, a confiança, o reconhecimento, a paz, a aquiescência, a brandura, a amizade, o consentimento, o perdão e tantas outras jóias de que somos possuidores, todas elas envoltas pela beleza do amor.

Portanto, a você, que pacientemente nos ofereceu seu precioso tempo, nos permitimos pedir-lhe, sorrindo, que em todos os momentos de sua vida, sempre que houver uma oportunidade, por pequena que seja, sorria, ofertando aos seus companheiros de jornada a verdade e a sinceridade que existem vibrantes em sua alma.

E, assim agindo, estará exercitando e usufruindo os eflúvios da divina caridade sobre a qual, o Cristo Jesus foi o mestre dos mestres ao testemunhá-la durante todo o Seu viver, quando conosco aqui esteve, há quase dois mil anos!