Respeito


Os anos transcorrem céleres.

Pouco a pouco, deixamos a infância e os dúlcidos anos da juventude para nos tornarmos adultos, experientes, adquirindo a longos haustos, novos conhecimentos, novos desafios, novas responsabilidades.

Como consequência, vamos assumindo novas posturas diante da vida que, sutilmente, se descortina aos nossos olhos, às vezes surpresos e outras tantas extasiados.

Sem nos apercebermos passamos a exigir dos outros respeito para com o nosso pensar, para com o nosso agir, para com o nosso vivenciar.

Desejamos que assim o façam levando em consideração os anos vividos, a experiência sorvida, o saber auferido.

Assim, raciocinando, nossas palavras tendem a tornar-se mais intransigentes, por vezes, indelicadas.

Nosso olhar indagador, prepotente, nossos ouvidos menos pacientes e nossos gestos autoritários, até mesmo, agressivos.

Atribuimo-nos valores que não possuímos, mas que queremos sejam percebidos por aqueles companheiros de jornada que nos presenteiam com sua atenção e companhia.

São valores que o nosso orgulho tenta ilustrar mas que os olhos alheios não conseguem enxergar.

Exigimos respeito quando, na realidade, deveríamos, simplesmente, conquistá-lo.

E como? Pela palavra singela que emitirmos, pelo olhar compreensivo que direcionarmos, pela paciência que vivenciarmos, pelo perdão que cultuarmos, pela dignidade que externarmos, pela justiça que demonstrarmos, pelo respeito que para com os outros exemplificarmos, pela bondade e pelo amor que ofertarmos.

Quando o Cristo Jesus nos brindou com a sua amorável companhia, de nós nada exigiu e nada nos impôs.

Suave, gradativa e humildemente foi arrebatando os corações, trazendo para o seu tépido regaço as almas que se encontravam feridas e enregeladas pelo desamor.

Hoje, passados quase dois mil anos, continuamos a reverenciar o Sublime Peregrino do Amor, pelo maravilhoso legado que D'ele herdamos, relembrando-nos de que em todos os momentos da Sua vida, nada quis em Seu favor, esqueceu-se de Si próprio para lembrar-se tão somente de nós, ofertando-nos generosamente Seu doce coração.

Conquiste o respeito cristão de todos aqueles que com você palmilham as estradas da vida, cultivando a alegria, abrandando seu olhar, apaziguando seu escutar, dulcificando sua voz, direcionando seu corpo e seus braços, abrindo definitivamente as comportas do seu coração a todos aqueles que se encontram necessitados.

Assim agindo, amado irmão, sentirá o suave aroma da presença de Jesus penetrar as fibras mais profundas da sua alma, transformando-a na flor veludosa a exalar, por toda a eternidade, o inebriante perfume do amor!