Encontro marcado com o Irmão Karl


No transcorrer dos nossos dias, assistimos, por vezes perplexos, o desfile de cenas grotescas que, até então, jamais havíamos presenciado, ao mesmo tempo que sons indiferentes e audaciosos invadem os nossos ouvidos, ferindo a sensibilidade das nossas almas, intentando delas fazer emergir e acelerar as emoções, incitando-nos a vivenciar os prazeres efêmeros e ilusórios que a vida, constantemente, nos descortina.

Rodeados e distraídos pelas inúmeras ocorrências de que o mundo é pródigo, grande parte dos seres humanos se deixa envolver pelos apelos da matéria e, sem se aperceberem, são por eles contagiados, passando a engrossar a imensa massa humana que, ansiosa e febrilmente, se acotovela insensível, procurando encontrar a felicidade que, assim agindo, jamais haverão de desfrutar.

Esquecidos dos tesouros espirituais que Jesus, há mais de 2000 anos nos legou, Dele vão se distanciando, deixando de haurir as benesses que o mártir da cruz, incansavelmente nos endereça.

De nossa parte, espíritas que somos, devemos nos empenhar para percorrer as veredas floridas da caridade, acolhendo em nosso regaço os irmãos de jornada que se encontram enlaçados pelos tentáculos pegajosos do mundo, insuflando-lhes a coragem para reagir e iniciarem uma nova e profícua caminhada espiritual.

Para que consigamos alcançar o sucesso nesta empreitada, é fundamental que nos esmeremos ao vestir a nossa alma, adornando-a com os tecidos vaporosos da HUMILDADE, em cuja grife encontraremos, singelamente bordada, a palavra Jesus.

Tenhamos em mente que a humildade deverá estar sempre acompanhada pela ALEGRIA, conscientes que estamos de que a morte não existe e que nossa alma ao desencarnar, apenas muda de plano, continuando vívida pelas estradas iluminadas da espiritualidade.

Autoria: 
Da redação