Liberdade


Todo ser humano nesta vivência terrena tem como conquista efetiva a liberdade.

Todo ser humano tem o direito de, utilizando o seu livre arbítrio, dispor de sua vida como bem lhe aprouver.

Tem o direito de alimentar-se bem ou mal, tem o direito de usufruir tranqüilidade, com ou sem responsabilidade.

Tem a liberdade de falar, de agir, de ver, de escutar, de participar, de caminhar e de tantas outras coisas que esta vida nos oferece.

A liberdade é uma conquista que o ser humano conseguiu para si próprio.

É uma riqueza imensurável e maravilhosa que a grande maioria das pessoas não se dá conta de que possui.

Todas as vezes que, por razões várias, nossa liberdade se vê tolhida, sentimos, nas profundezas do coração, a angústia, a solidão, a desesperança aprisionando-nos nas teias da tristeza e da desilusão.

A liberdade é conquista do ser humano, porém temos de utilizá-la com dignidade e justeza.

Ela só é real e plena se for exatamente proporcional à liberdade daqueles que, no dia a dia de suas vidas, conosco comungam suas experiências.

Nossa liberdade perde seu valor à medida que esteja de alguma forma coibindo a liberdade daqueles que conosco caminham lado a lado, nesta Terra bendita, que nos serve de palco maravilhoso para nos exercitarmos e crescermos em direção a Jesus.

Todos temos o direito de fazer de nossas vidas o que bem quisermos desde que este direito não fira o de outros irmãos de caminhada, desde de que o livre arbítrio de outrem, não seja maculado pelo nosso desrespeito e irreverência.

Existem irmãos que, desconhecendo os limites da liberdade, os ultrapassam ferindo, magoando e desarmonizando outros companheiros que conosco militam nesta Terra redentora.

Seres humanos carentes de sensibilidade e amor tornam-se marginais do caminho tornando nossas existências ensombrecidas pelo medo e, às vezes, pelo pânico, fazendo-nos naufragar nas águas lodosas das decepções.

Nos locais de trabalho, pessoas existem que, ao assumirem o poder, fazem dele uso descaridoso, tolhendo a liberdade daqueles que se encontram à mercê da subalternidade.

Muitos outros exemplos poderíamos citar, porém, em especial, devemos nos ater aos do dia a dia, dos nossos lares, que deveriam ser ninhos de carinho, compreensão e amor.

Sem nos apercebermos, pouco a pouco, vamos exigindo direitos que a nós mesmos atribuímos, impondo nossas vontades e nossos pensamentos.

Queremos que as pessoas que conosco se relacionam nos amem como nós supomos que as amamos, que nos dêem atenção tanto quanto supomos que a elas damos, que nos compreendam tanto quanto supomos que as compreendemos, que nos perdoem como supomos que as perdoamos.

Assim agindo, esse nosso querer exorbita e fazemos com que mesmo esses corações que amamos, pouco a pouco, percam a sua liberdade e o seu precioso livre arbítrio.

Compreensivamente devemos deixar cada ser humano caminhar com as suas próprias forças, usufruindo as conquistas que efetuaram ao longo de suas diversas experiências, porém, sem esquecermo-nos de auxiliá-los sempre que se fizer necessário.

Quando por nossa vez nos apercebemos de que irmãos de jornada iniciam a ultrapassagem da sua justa liberdade, devemos bondosa, carinhosa e mansamente alertá-los para refletirem e mudarem seus posicionamentos sem criticá-los, magoá-los ou feri-los.

A liberdade é pedra preciosa que se acha incrustada no âmago de nossa alma e somente poderá luzir quando for utilizada da mesma forma que o Cristo Jesus o fez, digna, justa e amorosamente.