O amor aos animais e as visitas aos hansenianos


Todos aqueles que conheciam a vida de Chico Xavier vinham observando, ao longo do tempo, o seu grande amor pelos animais.

Em sua casa ele tinha dois cachorrinhos, da raça pequinês, chamados Brinquinho e Fofa.

Brinquinho, apesar de encontrar-se cego e doente, acompanhava o Chico em todos os seus movimentos dentro de casa.

Enquanto o médium trabalhava psicografando páginas e mais páginas dos Amigos Espirituais, Brinquinho permanecia debaixo da mesa, aos pés do dono, como se estivesse orando ...

À chegada de alguém ele latia ou aproximava-se mais de seu benfeitor, no intuito de protegê-lo.

Brinquinho só faltava falar, pois Chico conversava muito com ele, e o mais espantoso é que ele compreendia tudo e respondia a seu modo.

No dia 12 de outubro, quando comemorávamos o Dia da Criança, ele partiu para o Mundo Espiritual.

Apesar de não se queixar percebemos a dor do Chico com a separação transitória do "grande amigo", qual ele se referia sempre ao cachorrinho.

O amigo dos animais o enterrou no quintal de sua casa, bem próximo de seu quarto.

Chico Xavier contou-nos um lindo fato sobre Brinquinho, evidenciando que ele era uma cachorro diferente.

Em certa época havia em sua casa uma gata que tinha dado à luz a muitos gatinhos.

Eles, porém, eram muito peque-ninos e tinham muita dificuldade de aproximarem-se da mãe, para mamar.

Brinquinho, então, conduzia-os ternamente, com a boca, até a "mamãe gata", da mesma forma que ela procedia para carregá-los ...

Ao recordar o amigo, os olhos de Chico brilhavam pelas lágrimas de saudades!

Fofa, a outra cachorrinha que ainda permanecia ao lado do médium, também sentiu muita falta de Brinquinho, e a cada dia apegava-se mais ao seu grande protetor...

E, muitas vezes, ao distanciar-se dele, ela o chamava, num som bem nítido: "Chi ... Chi ..."

Outro lado interessante do amor de Chico pelos animais é o que acontecia quando ele ia à Goiânia, nas vésperas do Natal, para visitar os irmãos hansenianos na Colônia Santa Marta.

Como mensageiro da esperança a sua presença é o melhor presente de Natal, como dizem os próprios doentes.

Mas a chegada de Chico à Colônia é precedida de grande alegria, não somente por parte dos amigos que lá residem, mas, sobretudo, por um cão...

Contam alguns amigos goianen-ses que este cachorro tinha uma doença na pele e estava destinado a ser sacrificado ...

Ao vê-lo na Colônia Chico aproximou-se, ajoelhou e abraçou-o.

Desde então ele curou-se. Chico deu-lhe o nome de Menino.

Ele parece pressentir quando o amigo está para chegar, pois fica todo agitado, ganindo muito. Quando o carro que conduz Chico estaciona, Menino tenta soltar-se da coleira para ir ao seu encontro.

Ele que era um cão feroz, devido à erupção na pele, agora é dócil, principalmente com o seu grande amigo de Uberaba. Os animais têm alma e Chico é sensível a esta realidade, auscultando-lhe o psiquismo e, em sua vida de renúncia, eles lhe valem por grandes companheiros em suas horas de solidão.

Página extraída do livro Chico Xavier Mediunidade e Ação

Autoria: 
Da redação