Revelamos a nossa fé através de nossas obras


Jesus, ao ser indagado por Seus apóstolos sobre o poder da fé, respondeu-lhes: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daqui para ali e ela se transportaria e nada vos seria impossível.”
O poder da fé é, realmente, fascinante. Na verdade, tudo o que é desconhecido atrai nossa atenção. Qual de nós já não sonhou em andar sobre as águas ou realizar curas maravilhosas? Qual é o espírita que não almeja possuir dons mediúnicos para comunicar-se com espíritos desencarnados, através de mensagens ou visões do plano astral?... Poucos, entretanto, estão preocupados em trabalhar em favor da coletividade.

Buscamos Jesus nos templos, nas religiões, orando e meditando. Procuramos todos os caminhos espirituais que possam nos levar à Sua luz. Acendemos velas, incensos, cultuamos imagens e fazemos promessas.

Mas o que é realmente preciso para que O encontremos?... Nossas obras; amar ao próximo como a nós mesmos.
Quando tivérmos fé como um milésimo de um grão de mostarda, não nos limitaremos a repetir frases e passagens de Jesus, mas seguiremos Seus passos estendendo a mão aos necessitados. Não nos preocuparemos mais em acumular riquezas materiais porque saberemos valorizar os bens espirituais.

Infelizmente, são pouquíssimas as pessoas que têm este dom divino chamado fé.

Quantas vezes, dizemos acreditar cegamente nas palavras do Mestre, mas fechamos nossos olhos às desgraças alheias? Quantas vezes, dedicamos quase todas as horas do dia em nossas atividades profissionais, buscando garantir nosso conforto material, mas dizemos não ter tempo para ofertar sequer alguns minutos em prol de irmãos menos favorecidos, em algum trabalho no campo da caridade?

Tenhamos fé e nada nos faltará. Enquanto trabalharmos em favor do próximo, Jesus estará a nosso lado. Basta que recordemos Suas palavras a Francisco de Assis, quando disse: “Se queres me ver mais de perto, mais junto aos teus sentimentos, não me procures em outro lugar que não seja junto aos sofredores, aos perseguidos, aos injustiçados, aos famintos, aos nus, aos encarcerados. Eu sempre estou junto a eles, aliviando-os, porque esta é a minha grande alegria!”

Autoria: 
Alexandre Ferreira