Aprendendo com a dor


O que é dor?

Dor é sofrimento; é sensação desagradável ou penosa, causada por um estado anormal. A dor surge nas esferas física e moral.

E, por que o homem sofre? O homem sofre porque é imperfeito. Deus não nos traz as aflições. Nós é que agimos de forma a merecê-las.

E, por que Deus, sendo nosso Pai em amor e bondade, nos deixa passar por momentos difíceis? Porque Ele nos ama. E porque é pelo sofrimento que nós aprendemos.

Mas, como, nesses momentos, poderemos aprender alguma coisa?

Toda vez que estamos felizes, ficamos extremamente desatentos aos anseios e necessidades alheias, distanciando-nos da coletividade carnete em que vivemos. Isso porque somos essencialmente egoístas.

Mas ao sofrermos, desenvolvemos um estado de alerta... Passamos a melhor analisar nossos sentimentos e nossas atitudes.

Isso é fácil de entender na medida em que relembramos os nossos sofrimentos. Por exemplo: a perda de uma pessoa querida!

Isto nos causa muita dor. As vezes sofremos porque percebemos (tarde) que poderíamos ter sido mais companheiros, poderíamos ter relevado pequenas intrigas, poderíamos, enfim, ter vivido momentos de mais felicidade com aquela pessoa.

Esse sofrimento, então, deve nos estimular a não perder tempo! Não deixar para falar o quanto amamos e o quanto apreciamos a companhia das pessoas que nos cercam.

A partir daí cresceremos como ser humano porque passamos a nos empenhar para afastar os melindres, os ressentimentos, as mágoas... Passamos a procurar melhorar nosso convívio com amigos e familiares, e, com certeza, exteriorizaremos nosso amor pelo próximo mais vezes.

Daí tiraremos da dor o ensinamento que ela nos veio presentear. E, no caso, a lição é estarmos abertos; não termos medo de mostrar ao outro o quanto gostamos da sua presença e o quanto precisamos da compreensão e do contato com as pessoas que nos cercam.

Outro motivo de muitas aflições é a doença!

Normalmente, ao passarmos por problemas físicos graves, nos perguntamos: Por que eu?

Na maioria das vezes, a doença vem de atos negligentes, de nós mesmos, direcionados ao nosso corpo. Hábitos indesejados, excessos, ou até mesmo vícios. Como já sabemos, o ajuste de nossas faltas é inexorável.

Mas, também é do nosso conhecimento que as doenças podem ter causas provenientes de outras vidas e, assim, pelo princípio da pluralidade das existências seremos convidados ao ajuste de contas.

Há, ainda, aquelas criaturas que ao encarnarem escolhem certas doenças, a fim de se testarem na resignação e na paciência. E, nesse caso, as pessoas sofrem as imperfeições do corpo e da mente, por elas mesmas solicitadas.

Dessa maneira, o espírito demonstra que possui convicção, que tem certeza da sua busca interior, o que, sem sombra de dúvida, é um sinal de progresso.

Assim, a dor é o remédio para nossas imperfeições. Se somos egoístas aprenderemos a repartir; se somos negligentes aprenderemos à disciplina; se somos ansiosos, aprenderemos a paciência, e assim por diante.

A forma mais inteligente de superarmos os momentos de aflições, será sempre a serenidade.

Se compreendermos que nada é para sempre, que a escuridão já foi superada outras vezes; que deveremos vigiar nossos pensamentos e atitudes, buscando nos espelhar em Jesus, teremos a tranquilidade para afirmar, convictos, que nosso Pai nunca nos abandona.

Autoria: 
Priscila Vivian Ferreira