O casamento e o espiritismo


Pergunta de Marluce Machado da Silva: O Espiritismo elucida tipos de casamentos terrenos? Gostaria de saber quais suas características.

Vamos iniciar com algumas características de casamentos segundo a doutrina dos espíritos:
• Acidentais: Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.
• Provacionais: Reencontro de almas para reajustes necessários à evolução de ambos.
• Sacrificiais: Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimi-la.
• Afins: Reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.
• Transcendentes: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.

Tanto no casamento quanto em qualquer outro tipo de ligação entre duas pessoas, deve haver sempre muito amor e respeito.

O mundo, historicamente, deu grande valor ao casamento, pois é através dele que se pretende manter a linhagem consanguínea.

Do ponto de vista espiritual, no entanto, este aspecto não tem tanta importância. Tanto é, que podemos contrair matrimônio com pessoas diferentes em vidas diferentes, ou mesmo numa mesma vida (não ao mesmo tempo, é claro).

O que vai realmente fazer diferença, sob a óptica dos espíritos, é o nosso comportamento perante o cônjuge.

O casamento é importante para que as pessoas que assumiram esse tipo de compromisso, auxiliem-se nos trâmites evolutivos, bem como dêem apoio àqueles que vierem a nascer dessa união.

Não devemos nos ater aos "tipos de casamento" mencionados anteriormente, pois em todo e qualquer tipo de relacionamento, o objetivo único é o aprimoramento do conjunto e do indivíduo.

E quanto ao papel do casamento com relação à formação da família? Ora, uma família pode ser constituída mesmo a despeito do casamento. Basta reparar que não existe uma cerimônia formal de casamento dentro do espiritismo. Isso porque o que importa é que haja amor e identidade de propósitos para que duas pessoas se unam e dêem início a uma família que venha a acolher outros espíritos, nascidos do casal ou não.

A família é, sem dúvida, a célula-base de uma sociedade e quanto melhor estruturadas forem as famílias, tanto mais organizada e feliz será a sociedade. Mas para isso não é necessário firmar um contrato. Com isso queremos dizer que podem haver famílias sem casamento, mas nunca sem amor, respeito, companheirismo e identidade de propósitos.

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Autoria: 
Márcia R. Farbelow e Hugo Puertas de Araújo - Referências: "Estudando a Mediunidade" de Martins Peralva