A ciência descobrindo a espiritualidade


Falar sobre a importância da prece, seu poder e eficácia na solução de inúmeros problemas de nossas vidas, é um tanto natural para nós, seguidores da Doutrina Kardecista. Sabemos de há muito tempo que a "fé move montanhas" e que uma oração sincera opera "milagres".

Mas até bem pouco tempo atrás, falar em cura através de passes, preces e demais procedimentos espiritualistas era motivo de chacota por inúmeros cientistas e estudiosos da matéria, que jamais poderiam aceitar qualquer tipo de tratamento que não pudesse ser comprovado pela ciência.

Ainda hoje, muitos céticos tentam justificar, sem sucesso, os inúmeros fenômenos "inexplicáveis" que vêm se alastrando pelo planeta. Movidos por um orgulho incontrolável, buscam teorias esdrúxulas para tentar explicar o óbvio: a existência de uma inteligência superior que comanda o Universo, a existência da alma e de um mundo espiritual que é a verdadeira morada de todos nós, frágeis seres humanos...

Mas não há teoria que resista às evidências, e a ciência, preocupada em descobrir a verdade dos fatos, paulatinamente vem se rendendo a essa nova realidade: a vida espiritual. Acompanhe, abaixo, artigo publicado no encarte Equilíbrio, do jornal Folha de São Paulo, do dia 11 de outubro de 2001, sob título: "Preces ajudam fertilização in vitro":

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Columbia (EUA) apresentou um resultado surpreendente: preces à distância aumentam o porcentual de sucesso de fertilizações "in vitro". A pesquisa envolveu participantes de quatro países e foi divulgada na edição do mês passado da publicação "Journal of Reproductive Medicine"

Os pesquisadores acompanharam 199 mulheres que se submeteram a tratamento para fertilização "in vitro" no Hospital Cha, em Seul (Coréia do Sul), entre dezembro de 1998 e março de 1999. Essas pacientes foram divididas aleatoriamente em dois grupos. Um deles, com cem mulheres, foi alvo de orações de voluntários de religiões cristãs residentes nos EUA, no Canadá e na Austrália. As 99 pacientes do segundo grupo não receberam preces. Tanto as pacientes como seus médicos e outros profissionais de saúde envolvidos com o tratamento não sabiam das orações.

Nenhum dos voluntários conhecia ou teve qualquer tipo de contato com as pacientes.

Parte desses participantes recebeu fotos das coreanas e rezou pelo sucesso do tratamento. Aos demais, foi solicitado que rezassem por aqueles que estavam dirigindo suas orações às pacientes. As preces foram iniciadas nos primeiros dias do tratamento hormonal para estimulação de ovulação e prolongaram-se por três semanas.

Os pesquisadores constataram que 50% das mulheres que receberam preces à distância tiveram êxito no tratamento: a fertilização in vitro resultou em gravidez bem sucedida. Esse percentual é quase o dobro do registrado entre as demais: apenas 26% conseguiram engravidar.

A equipe de pesquisadores, liderada pelo médico Rogério Lobo, responsável pelo setor de obstetrícia e ginecologia do College of Physicians and Surgeons da Universidade, analisou os dados obtidos várias vezes para verificar se havia outras variáveis que poderiam justificar as diferenças entre os dois grupos, mas não encontrou nenhuma. Eles acreditam, porém, que possa ter havido influência de algum fator biológico ainda desconhecido.

Autoria: 
Da redação