Transformando deficiência em eficiência


As pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, que nascem em lares de pouca informação, acabam passando uma imagem pejorativa para as outras pessoas. Não conseguem lidar com suas dificuldades e não percebem suas possibilidades enquanto pessoas independentes que são. Acabam vestindo a camisa de "coitadinhos" dominados pela família. Não se colocam como pessoas críticas e participantes no mundo.

Ninguém sofre com a deficiência, todos sofrem com o estigma.

Desse modo, a situação dos pais e familiares, que no fundo é acreditar numa "anormalidade" do filho, incide diretamente na constituição física e intelectual, bem como na personalidade da criança deficiente.

Já os pais dessas pessoas, com maior esclarecimento sobre a eternidade da alma ou vidas passadas, conseguem compreender melhor os percalços de cada existência e as razões de suas atribulações.

A partir disso, entendem melhor o fato de seus filhos viverem em circunstância de deficiência, e passam a assumir um papel diferente, no sentido de fazer com que aquela dificuldade receba uma conotação de desafio superado. Mas para que isso ocorra, os pais devem acreditar em seus filhos e passar essa confiança durante a infância, deixando a criança tomar iniciativas e decisões próprias, mesmo que não sejam as mais acertadas.

Quando essa criança se tornar adulta, será uma pessoa centrada e segura de si. Ela conquistará um estilo de vida independente em relação à autonomia familiar ou institucional e estará imbuída de seu poder pessoal para fazer escolhas e assumir a responsabilidade por si, independentemente do tipo ou grau de severidade de sua deficiência. E certamente, nas próximas encarnações, esse ser será mais elevado e ajudará pessoas que ainda não atingiram esse estágio.

O que acaba acontecendo é um aprendizado muito maior dos pais para com seus filhos, que percebem a vida de uma outra maneira, valorizando cada progresso e vitória, apesar da limitação.

Autoria: 
Gisele Bordwel