Encontro marcado com o irmão Karl


Mas noites límpidas, quando apreciamos o maravilhoso desfile dos corpos celestes na passarela silenciosa do firmamento, sentimo-nos impelidos a nos perguntar: “Quem somos nós perante esta imensidão infinita que nos encanta os olhos e os sentidos”?

Assim, talvez, devam-se perguntar os astronautas que viajam pelo espaço sideral, vivenciando experiências inusitadas e inesquecíveis, deslumbrados com a visão do nosso planeta azul, singrando, indomável, distâncias enormes, cumprindo, à risca, sua missão, levando em sua superfície e adjacências, bilhões de encarnados e desencarnados para que venham, gradualmente, a cumprir as redentoras atribuições que o Pai da Vida a cada um confiou.

Sendo um dos incontáveis corpos celestes que enfeitam o firmamento, a Terra, vista de longe, se nos apresenta como uma imensa e belíssima Universidade, na qual nos sentimos enclausurados, impossibilitados dela nos apartar, sendo compelidos a vivenciar as mais diversas situações, onde desfilam, impassíveis, as alegrias, as tristezas, a paz, as inquietações, as vitórias, as derrotas, o amor, o desamor, e um sem número de ocorrências que fazem parte do mundo de provas e expiações em que ora militamos.

Sendo personagens cativos deste majestoso corpo celeste, nos vemos incitados, forçados a experienciar uma série imensa de ocorrências que, desde o nascimento, nos vêm visitar.

Assim sendo, só nos resta a opção de, conscientemente, resignarmo-nos, aproveitando esta oportunidade reencarnatória para, definitivamente, entendermos que cada experiência vivida, independentemente se dúlcida ou amargosa, se constitui em uma incontestável lição, um aprendizado de valor incalculável que, se bem assimilado e compreendido, acabará por burilar a nossa alma, fazendo-a luzir, iluminando o nosso próprio caminho e o de todos aqueles que nos dão o privilégio do convívio, da amizade e do amor.

Ave Cristo!

Autoria: 
Da redação