Fazer o Bem sem olhar a quem


A partir do momento em que vivemos em uma sociedade, passamos a depender uns dos outros para sobreviver. Quando precisamos da ajuda de alguém, queremos encontrar pessoas que nos auxiliem de boa vontade e não pessoas que fiquem o tempo todo nos lembrando daquilo que fizeram por nós.

Quando ajudamos alguém exigindo algo em troca ou auxiliamos a contra gosto, demonstrando má vontade e impondo condições, fazemos com que esta pessoa se sinta obrigada a pagar por nossa colaboração. Provavelmente esse pagamento não será efetuado conforme gostaríamos, pois colhemos o que plantamos: se não nos mostramos dispostos a colaborar com os outros, estes, muito provavelmente, também não nos ajudarão sem reclamações.

Por outro lado, quando o auxílio é espontâneo, sem que cobremos algo em troca, quando demonstramos estar felizes em poder ajudar, a pessoa a quem auxiliamos poderá até sentir-se obrigada a retribuir o favor. Entretanto, sentirá prazer em poder fazer algo por nós. Procurará dar o melhor de si para nos mostrar gratidão. Retribuirá por amor. E tudo aquilo que é feito com amor produz bons resultados.

Não devemos, porém, ajudar esperando que a pessoa, um dia, faça o mesmo por nós ou nos seja eternamente grata. Mesmo porque, muitas vezes, encontraremos pessoas insensíveis, incapazes de um gesto de bondade e nem por isso deveremos negar-lhes auxílio pois, em muitos momentos, nossa demonstração de carinho para estas almas revoltadas e endurecidas, pode fazer com que reflitam e, até, mudem o rumo de suas vidas. Sem contar que não sabemos os motivos que as levaram a estar nessas condições.

Além disso, aquele que pratica a verdadeira caridade, ajuda por amor ao próximo. Não se preocupa em saber se aquele a quem auxilia é bom ou mau, honesto ou não. Sente-se feliz em ser útil a alguém. Sua recompensa é saber que pôde amenizar as dificuldades de seu semelhante; é poder ver as pessoas mais felizes, menos preocupadas.

Aprendamos, pois, a fazer o bem sem exigências, sem nos preocuparmos se a pessoa que nos pede auxílio é digna de nossa cooperação ou não. Se muitas pessoas ainda nos parecem ignorantes e não merecedoras de nossa mão amiga, tomemos consciência do quanto somos pequenos perante Deus e, nem por isso, Ele deixa de nos amar.

Autoria: 
Da redação