Trabalhando em nossa reforma interior


Para fazermos nossa Reforma Íntima, é necessário, em primeiro lugar, que tenhamos consciência de nossos erros, ou seja, que saibamos o que e porque precisamos mudar. Mesmo que as pessoas nos mostrem nossos defeitos e falhas, não seremos capazes de eliminá-los enquanto acharmos que agimos de maneira correta. É necessário pois, refletirmos sobre tudo o que nos é dito e termos o discernimento para diferenciar o que está certo do que está errado em nossa conduta.

Nós, seguidores da Doutrina Espírita, sabemos o quão é importante nossa responsabilidade. Se estamos convictos da comunicação dos espíritos, na elevação e bondade daqueles que, através de suas mensagens, nos orientam a respeito dos caminhos a seguir, não temos motivos para discordar dos ensinamentos que nos são passados. É preciso que paremos de achar justificativas para nossos erros. A partir do momento em que reconhecermos que somos seres falíveis, poderemos dar início à nossa Reforma Íntima. Dois pontos são fundamentais para que tenhamos êxito em nossa transformação:

1) Não podemos nos acomodar na condição de espíritos imperfeitos, justificando todas as nossas faltas, aceitando com naturalidade nossos tropeços e nos modificando apenas naquilo em que não exige muito esforço de nossa parte. É um caminho muito cômodo e com poucos méritos.

2) É necessário muita paciência e determinação para que atinjamos nossos objetivos. É preciso que saibamos quais são nossas maiores dificuldades e que não nos tornemos pessoas amargas com nós mesmos: cheias de remorsos e culpas. Não queiramos nos tornar perfeitos de um momento para outro. Não aceitar os próprios erros, é dificultar ainda mais nossa caminhada para o cumprimento de nossos objetivos.

Nossa transformação, como já sabemos, deve ser gradativa. Temos os nosso limites e por este motivo, devemos nos preocupar, primeiramente, na transformação de nossas ações para depois procurarmos modificar nossos sentimentos. Não é fácil, por exemplo, não ficarmos revoltados quando alguém nos agride e nos ofende; mas podemos evitar o revide. Não é fácil amarmos uma pessoa com quem antipatizamos; mas isso não impede que a tratemos com respeito. Muitas vezes, por mais que nos esforcemos, é-nos dificultoso controlar um sentimento de inveja, ciúme, ódio... mas devemos nos empenhar para evitar essas emoções.

Temos todas as condições, pois, de controlarmos nossos impulsos, entretanto, não devemos nos culpar se não conseguirmos modificar, imediatamente, o que sentimos no fundo de nossa alma. Da mesma forma, um alcoólatra ou um fumante podem abandonar seus vícios, mas não deixarão de sentir vontade da bebida e do fumo de uma hora para outra.

Quando conseguirmos dominar nossos impulsos, teremos ultrapassado o obstáculo mais difícil. A partir desse momento começaremos a descobrir os resultados de nossa nova conduta; perceberemos que tudo aquilo que fizemos com dificuldade e contra nossa vontade, tem nos proporcionado um melhor relacionamento com nossos familiares, amigos e, até, com os inimigos. Os problemas estarão cada vez mais fáceis de serem solucionados. Nos sentiremos mais felizes, mais leves e o mais importante: mais próximos de Jesus.

Autoria: 
Da redação