Não devemos ceder às tentações do ódio


O mundo, boquiaberto, assistiu ao vivo, a morte de milhares de pessoas durante os ataques terroristas nos EUA. A imprensa, como de costume, não mediu esforços para mostrar detalhes da tragédia, colaborando para que se multiplicassem os sentimentos de ódio, revolta e vingança por todos os cantos do planeta.

Nós como Cristãos e Espíritas sabemos que não devemos ceder às tentações de ódio que procuram fazem morada em nossos corações. Devemos sim, orar com toda força de nossa Fé em Jesus, pedindo por todos esses irmãos, pelo planeta Terra e por nós mesmos.

Nós espíritas, sabemos que tudo tem sua razão de ser e que nada ocorre por acaso. Entretanto, algumas perguntas ficam no ar: livre arbítrio não tem limites? Pela bondade Divina, os espíritos das vítimas são retirados momentos antes do acidente, ou tudo sentem? Como é feita a triagem para as mortes coletivas? A guerra é um mal necessário para a humanidade? E os autores da tragédia, como são recebidos no plano espiritual?

O livre arbítrio é prerrogativa nossa, que o Pai da Vida nos facultou para podermos discernir, optar e agir. Portanto, sofreremos sempre as consequências se o utilizarmos sem respeito ao próximo.

Quanto às sensações sentidas no momento da morte, estas dependerão sempre dos méritos que cada pessoa adquiriu durante sua existência terrena. De modo geral, quanto mais espiritualizado o desencarnante, mais facil será seu desprendimento do corpo físico, já sem vida; quanto mais material e sensual tiver sido sua existência, mais difícil e demorado será este desprendimento.

Alguns espíritos sentem as impressões do acontecido, havendo possibilidades de surgir traumas psíquicos. A perturbação natural, por se sentir desencarnado, é menos demorada e menos dolorosa para o espírito evoluído. Logo retoma a consciência de si mesmo, percebe o ambiente em que se encontra e vê os espíritos socorristas ao seu redor. Para o espírito pouco evoluído, a perturbação é difícil, demorada, podendo durar dias, meses e até anos.

Na triagem para as mortes coletivas, espíritos benfeitores se aproximam por saberem, antecipadamente, das mesmas. A morte não extingue a colaboração amiga, o amparo mútuo, a intercessão confortadora, o serviço evolutivo.

Já a guerra, esta é fruto do estado evolutivo de nosso planeta. Acontecerão por toda parte enquanto o homem não se despojar do egoísmo e do orgulho. No dia em que houver entendimento, amor ao próximo e tolerância, não mais haverá a guerra.

Quanto aos espíritos autores da tragédia, serão recebidos em seu atual estado psicológico, num quadro emocional de espíritos suicidas. Muito provavelmente, passarão longos anos perdidos na escuridão, ignorando a razão de seus sofrimentos, uma vez que acreditavam que seus atos os levariam à salvação eterna.

Gradativamente e com ajuda do Plano Maior, eles serão despertados para a realidade dos fatos e a gravidade de suas atitudes.

Autoria: 
Márcia Regina Farbelow e Alexandre Ferreira