Ensinamentos do Irmão Karl


Há medalhas e medalhas - Mais uma vez, o nosso bondoso e incansável companheiro, utilizando sua prolífica imaginação criativa a multiplicar-se em lúcidas analogias, comparações, alegorias, que nos fazem recordar o ensino pelas parábolas com que o Amado Mestre nos transmitia seu Evangelho Redentor, nos traz orientações que iluminam o nosso terreno caminhar.

Inicia o Irmão Karl dizendo-nos daquelas pessoas que costumam se auto-condecorar com vistosas medalhas quando, por pertencer a uma classe sócio-econômica mais elevada, ao adquirir um novo bem material, melhor do que o do vizinho, ao frequentar lugares badalados, ao achar-se mais culto e inteligente do que os que o cercam e, assim por diante, vão enfeitando suas lapelas com mais e mais medalhas.

Quando adentram algum ambiente, exibindo as medalhas que só eles vêem, reagem à menor suposta desconsideração com aquele já famoso "você sabe com quem está falando?". É o egoísmo e a vaidade gritantes que as presenteiam com tantos fictícios penduricalhos!

Por outro lado, existem aquelas criaturas que podem estar em qualquer classe social, na base ou no topo, simples ou eruditas, que pensam, respeitam e agem no bem comum mesmo quando trabalham por sua sobrevivência, que marcam a sua passagem pelo mundo, solidárias e fraternas que são, altruístas, esquecidas de si mesmas, realizando-se e realizando atos concretos de bem, nas mais humildes das profissões e nos mais responsáveis cargos diretivos.

Estas, ao contrário daquelas, não se condecoram a si próprias, mas, sim, recebem as medalhas dos que reconhecem o valor autêntico dos seus atos, fruto da humildade, da simplicidade e do desprendimento.

Há, portanto, arremata Irmão Karl, medalhas e medalhas: as falsas do orgulho, que nos impingimos, e as legítimas da humildade, que nos são conferidas. A escolha por um desses dois caminhos é responsabilidade do nosso livre arbítrio.

Autoria: 
Raphael Rios