O último a ser dominado
Antigamente, o homem acreditava que as catástrofes naturais se deviam à vontade de seres invisíveis descontentes com sua conduta. Por essa razão, praticava sacrifícios e rituais buscando agradar as forças em quem depositava a responsabilidade pelos acontecimentos marcantes que lhe determinavam a vida. Milênios depois, crescido intelectualmente, liberto das crendices próprias de sua infância evolutiva, é capaz de atuar sobre boa parte da natureza, adaptando-a a suas necessidades, mesmo que ainda não tenha aprendido a respeitá-la.
Porém, mesmo capaz de atuar sobre o reino animal e vegetal, de extrair energia do mineral, de romper longas distâncias em tempo reduzido, o homem ainda não aprendeu a dominar a si próprio.
Reconhece-se sabedor de que sua conduta encaminha as diretrizes de seu futuro mas nem sempre é capaz de atitudes desencadeadoras de um amanhã mais solidário e tranqüilo.
O homem sabe a fundo as causas da ruína de seu corpo físico, mas não as evita.
Sabe que colhe o que semeia, mas nem sempre manipula as melhores sementes.
Somente o conhecimento de si próprio lhe trará condições de trabalhar em favor de sua melhora moral, que, embora saiba necessária, ainda não aprendeu como favorecê-la.
O domínio de si próprio é a última etapa e talvez a mais desafiadora para o homem desejoso da melhora da Terra.














