Jesus, o nosso Guia e também Pastor, inicia a sua trajetória entre nós, recebendo frutos de uma atitude caridosa. Sem encontrar onde se hospedarem, seus pais tiveram de recorrer à caridade alheia. Embora não os conhecesse o ancião os abrigou no celeiro.
A atitude deste ancião promoveu o socorro mínimo de que a família necessitava. Mais tarde e bem mais tarde, Ele, Jesus, vem e nos afirma ensinando: “Amarás o Senhor Teu Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. E dá exemplos ao longo de seu testemunho de amor. Nas muitas e variadas oportunidades, Ele amou e serviu sem nunca deixar de fazer o que era necessário e o que Ele podia para socorrer e ajudar.
Estudando Jesus Redivivo na Doutrina Espírita, Allan Kardec nos reafirma, apoiado pelos Espíritos Elevados, que servem junto à Jesus na causa do bem que: “Fora da Caridade não há Salvação”.
Nós, em nossa limitação, inicialmente, vemos nisto uma ameaça. Depois, um pouco mais esclarecidos vemos uma cobrança. E seguindo a trajetória da evolução pessoal, vamos adiante nos encontrar nos esforçando por servir, embora cobrando os louros e os elogios. Posteriormente, vamo-nos encontrar lutando para não sermos vistos e reconhecidos e muito menos por não ofendermos ou melindrarmos aqueles que ajudamos com a prática da Caridade. Começamos a compreender a orientação de Jesus em nosso benefício.
Ao nos dizer “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, o Meigo Jesus está nos descortinando o caminho da libertação e da conquista da paz!
Quem serve ao outro, não agride. Não rouba nem mesmo as idéias. Não traí, não amaldiçoa, não calunia, não mata. Não repudia e nega ao agressor o perdão, não cometendo para com ele as mesmas faltas que ele cometeu com o agredido. Não se nega a dividir alimentos e medicamentos, abrigos e alegrias. Não se furta ao apoio indiscriminado à dor alheia e que os outros corações a sua volta lhe pedem. Não impõe seus conceitos sobre tudo e todos e suas idéias como sendo a verdade. Quem causa danos aos outros encontra adiante, seja em qualquer um dos dois planos da vida, a dor, representada pelas expiações necessárias e obrigatórias, que promovem o aprendizado do Espírito com vistas a conseguir sua libertação e progresso.
Estando o Espírito em posição de dívida com a Lei de Amor por práticas equivocadas, serão as ações no bem que o levarão a conquistar a paz, a harmonia, a fraternidade, a sabedoria, o respeito e o envolvimento constante com as vibrações amorosas e duradouras de Espíritos elevados.
O Espírito que não agrediu e descobre este caminho da prática da Caridade, se doa e vê no outro a quem dedica parte de seu tempo e cuidados, a porta estreita para conquistar ainda mais depressa sua liberdade. E no Amor em movimento, representado pela prática da Caridade, então descobre que Jesus apenas ensinou e ensina como nos libertarmos de nós mesmos, e como apagarmos o ontem desregrado e equivocado.
Salvar-se de si mesmo e ajudar a salvar os que o cercam é o caminho para conquista da liberdade e felicidade. E muitas são as formas e as oportunidades de servir. Desde a cessão de um assento no transporte coletivo na grande cidade ao pedaço de pão com leite em uma região rural. Do sorriso simples de um bom dia a uma visita aos enfermos solitários de um hospital. Da transferência de conhecimentos das tarefas domésticas até as aulas de outros idiomas. Do exemplo de maneira de viver com ética e respeito até o ocupar cargos cujos encargos promovem o bem-estar da coletividades. Cada movimento norteado no bem e na prática da Caridade apaga do corpo “espiritual” que registrou no ontem uma agressão à Lei. Então a Prática da caridade nos concede a Túnica nupcial de que fala Jesus.