O livro espírita
Ao nos depararmos com os variados assuntos e possíveis estudos que são desenvolvidos nas Casas Espíritas, lembramo-nos das fontes das quais são retirados tais assuntos: os livros, particularmente, o livro espírita.
“Reunião de folhas enfeixados e montados em capa”. Assim é definido o livro de forma simples. Mas, o livro espírita é muito mais que um simples escrito. O livro espírita é uma semente que deve ser plantada, porque ele sim, garante a colheita farta. O livro espírita abre caminhos, liberta, consola, ensina, enfim, faz-nos parar e refletir sobre o mais simples acontecimento corriqueiro, levando-nos a verdadeira compreensão e possível modificação.
Há 151 anos recebemos a 1.ª obra espírita, denominada “O Livro dos Espíritos”, codificada por Allan Kardec. Após esta, viriam mais quatro obras: O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese, e que comporiam o que chamamos de obras básicas, sendo os alicerces desta Doutrina libertadora. Kardec, através de seus estudos, procurou compilar todas as informações nestas cinco obras, de forma clara e inteligível, ou seja, de fácil compreensão.
Mas, logo após o surgimento das obras básicas, surgiram escritores que se empenharam no trabalho, dedicando-se à literatura espírita, em busca de esclarecer ainda mais os ensinos trazidos por essas obras. Muitos são os colaboradores que estão à frente desta tarefa em relação à divulgação do Espiritismo, mas é necessário que saibamos analisar cada obra que chega as nossas mãos como obra espírita...
A leitura, o estudo, a pesquisa das obras de Kardec são absolutamente indispensáveis, sem as quais não se pode conhecer o Espiritismo.
A dedicação à Literatura deve ser a mesma em relação às obras assistenciais desenvolvidas na Casa Espírita, pois a disposição para lê-las deve ser encarada como uma tarefa de natureza urgente e inadiável.
É conhecendo a Doutrina Espírita a fundo, através das obras básicas, que teremos condições de discernir o que realmente são obras espíritas.
E isso ainda é mais sério quando divulgamos obras sem conhecê-las a pessoas leigas, que não conhecem e nem sabem o que é o Espiritismo. É preciso que nos coloquemos como divulgadores compromissados com a Doutrina Espírita e não confundamos nossas opiniões com o que os livros realmente dizem. Assumindo papéis de trabalhador e colaborador da Doutrina é necessário que nos sintamos com esta responsabilidade, agindo de forma correta, sempre pensando na propagação séria das obras que foram preparadas para nos libertar e fazer com que cresçamos…
O livro espírita deve ter em seu conteúdo os princípios básicos da Doutrina e uma lógica no encadeamento do assunto. É imprescindível o cuidado quando houver contradições, polêmicas, assuntos excessivamente explorados, a ponto de não acrescentarem nada e até mesmo tornarem-se entediosos.
Os livros, de um modo geral, devem trazer algo de bom, um objetivo, uma proposta.
Diante disso, observemos atentamente as obras que chegam à Casa Espírita, buscando sempre a pureza doutrinária, para que o Espiritismo possa ser cada vez mais difundido, esclarecendo e consolando a todos nós… Pense nisso!!!














