Perda de entes queridos
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Muitos vêem na morte a perda dos entes queridos, mas não percebem que a verdadeira perda acontece durante a vida quando nosso egoísmo, nossa indiferença e o nosso orgulho nos afastam dos que renasceram para conviver conosco envolvidos pelos laços da fraternidade e do amor.
Quantos pais perderam seus filhos nas mãos da marginalidade por não oferecerem o afeto e a confiança de um amor verdadeiro que liberta e educa sem o sentimento de posse. A morte só é morte para aqueles que durante a vida permaneceram mortos: continuarão mortos no mundo espiritual, submetidos às sombras da própria ignorância.
A ignorância inocente é perdoável. Jesus abraçou os simples de coração e caminhou com eles pelas ruas, mas não contemporizou com a hipocrisia refugiada nos templos, pois sabia que os hipócritas construiriam um mundo de mortos e não um mundo de vivos.
Aqueles que se esforçam para expressar o que não sentem e demonstrar o que não são, cobrem-se com a mortalha da hipocrisia e, embora sejam espíritos eternos, vivem sepultados pela cegueira espiritual que não lhes permite enxergar a luz da verdadeira vida.
Viver com sabedoria e com plena consciência será o grande passo que os homens acordados pela fé raciocinada deverão dar para alcançarem a plenitude da vida, da paz e da felicidade. Vivemos o momento em que os verdadeiros espíritas-cristãos deverão sair das catacumbas da omissão para gritarem em bom som: o Cristo vive para os que estão vivos de verdade!
Livro: Einstein & Kardec – A Conexão Entre a Ciência e a Fé. Nelson Moraes. Aulus Editora














