As diferentes formas de amar


Com os ensinamentos do nosso Mestre Jesus começamos a perceber que a evolução da capacidade de amar é uma medida bastante precisa do desenvolvimento espiritual de uma pessoa.

A rigor, o amor é sentido diferentemente pelas pessoas, de acordo, logicamente, com sua evolução espiritual.

O amor infantil é um amor carente. O bebê ama seus pais, ou aqueles que dele cuidam porque deles recebe os cuidados de que necessita. Esta forma de amor, que podemos chamar de "amor egoísta", é a única ao alcance daqueles que ainda não evoluíram de uma situação emocional infantil.

A partir da adolescência já é possível desenvolver uma forma de amor que se manifesta sob uma perspectiva de troca. Assim, não apenas amamos a quem nos ama, mas nos tornamos capazes de oferecer à pessoa amada uma retribuição de amor. Do "amor egoísta", o jovem evolui para a possibilidade de também ser capaz de dar.

Mas é o amor desinteressado, aquele que geralmente surge quando nascem os filhos, que culmina no desenvolvimento do sentimento de amor.

É quando se ama independentemente da retribuição a ser recebida, quando a recompensa do amor vem do próprio prazer do sentimento generoso se desenvolvendo dentro de nós. E o elemento fundamental para o crescimento da capacidade de amar é a auto-estima, pois é a partir dela que encontramos o alicerce para praticar o preceito de amar ao próximo como a si mesmo.

A evolução da capacidade de amar é uma medida bastante precisa do desenvolvimento espiritual de uma pessoa. Podemos observar se este comportamento se caracteriza pelo egoísmo, ou pela proposta de troca, ou, ainda, pela generosidade desinteressada.

Nosso desenvolvimento espiritual depende de nossa capacidade de amar, desinteressada e generosamente, pois apenas assim podemos praticar a caridade sem a qual nada somos, nada valemos.

Como disse São Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios: "Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, não serei mais que bronze que soa ou címbalo que retine ... se não tiver caridade, nada disso me aproveitará."

Nada mais importa a não ser a caridade, temperada com boas doses de fraternidade e bondade. É o amor, na sua melhor expresão.

Autoria: 
Priscila Vivian Ferreira