Você e a mediunidade


Ao adentrarmos pela primeira vez em uma casa espírita em busca de compreensão e auxílio, a mediunidade exerce um papel fundamental em nossas vidas. Através dela temos a oportunidade de obter provas concretas sobre a existência da espiritualidade e sobre a imortalidade da alma.

Através de médiuns abnegados, que trabalham sem interesses egoístas, pelo simples prazer de ajudar, passamos a compreender o verdadeiro significado das palavras amorosas do Mestre Jesus quando nos disse: "Amai ao próximo como a ti mesmo"; e percebemos que a felicidade, tão almejada por todos nós, só poderá resplandecer em nossos corações quando a alegria de servir estiver presente em nossas vidas.

Passamos, pouco a pouco, a admirar esse dom divino e queremos ser portadores dessa faculdade maravilhosa para que também possamos transmitir as belíssimas mensagens de nossos mentores espirituais e, com isso, auxiliar todos aqueles que se encontram carentes de uma palavra amiga...

Não há dúvida de que este desejo é louvável, entretanto, nem sempre é possível... Sabemos que a mediunidade requer muitos cuidados e, para tanto, obedece a um esquema rigoroso estabelecido pelos engenheiros siderais que habitam o plano maior.

Por isso, muitas vezes, ao percebermos que a psicografia, a psicofonia ou a vidência não fazem parte do plano de nossas vidas, frustramo-nos e sentimo-nos abatidos. Esquecemos, porém, que Deus, na sua infinita misericórdia, nos oferta uma mediunidade tão linda e tão importante quanto as demais, que todos nós, sem restrições, podemos desenvolver: a mediunidade da caridade!!!

Quantas vezes encontramo-nos ávidos por ouvir as palavras dos anjos e fugimos do contato dos velhinhos desamparados em asilos, que necessitam de um ouvido amigo para seus desabafos...

Quantas vezes buscamos, desesperadamente, visualizar uma sombra, um vulto invisível para os olhos comuns e, ao mesmo tempo, fingimos não ver as crianças abandonadas que vêm à janela de nossos carros em busca de um olhar compreensivo...

Quantas vezes queremos que de nossas bocas saiam frases sublimes provindas de espíritos elevados, mas somos incapazes de endereçar palavras de reconforto e esperança para os que se encontram doentes em hospitais...

Quantas vezes desejamos que nossas mãos sirvam de instrumento para que possamos escrever as mensagens do além, mas não queremos usá-las no socorro de nossos irmãos desafortunados que passam fome e frio....

Reflitamos... Lembremo-nos sempre dos passos de nosso querido Mestre Jesus que foi, e sempre será, o maior médium que já existiu em todo o orbe terrestre; entretanto, jamais, em momento algum, deixou de dar assistência aos famintos, aos esfarrapados, aos nus, aos desabrigados e aos doentes. Sigamos seu exemplo de amor.

Autoria: 
Alexandre Ferreira