Valorizando as diferenças


Existem dois tipos de seres humanos: os que têm consciência de seus defeitos e os que não conseguem percebê-los ou identificá-los.

Sendo físico o defeito, simplesmente observando-se no espelho o percebemos. Se deparamos com o rosto sujo, lavamo-lo. Se a roupa não está adequada, trocamo-la.

Mas se o problema é espiritual, não pode ser refletido através de um espelho.

Em um ensinamento é dito que os olhos e os ouvidos espelham o nosso espírito. Quando criticamos os outros, apontando-lhes os defeitos, na realidade estamos espelhando as nossas próprias desvirtudes.

Buscando defeitos nos outros, sempre encontraremos algo para criticar. Buscando com sinceridade os pontos fortes, as melhores qualidades aparecerão.

Conta uma estória:

Numa carpintaria houve uma estranha reunião entre as ferramentas para acertar suas diferenças.

O martelo exerceu a presidência, mas os participantes notificaram-lhe que teria que renunciar pois fazia muito barulho e, além disso, passava o tempo todo dando golpes.

O martelo, então, assumiu sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, que ficava dando muitas voltas para qualquer coisa.

O parafuso também reconheceu a culpa e pediu a exoneração da lixa, por ser muito áspera para com os outros.

A lixa acatou e incriminou o metro, que media os outros apenas segundo seu critério como se fosse perfeito.

Neste momento entrou o carpinteiro, juntou todo o material e começou a trabalhar. Utilizando todos os instrumentos, uma madeira rústica se converteu num móvel refinado.

Ao término do serviço a assembléia foi retomada e pediu a palavra o serrote: "Está claro que todos nós temos defeitos, mas o marceneiro trabalha apenas com as nossas qualidades, com os pontos fortes".

Assim foi proposto um trato: ressaltar menos os pontos fracos e passar a valorizar mais os pontos fortes!

Autoria: 
Paulo Yoshihiro Sala