Comunicação nos dois planos da vida


Embora todos saibamos que a morte é a etapa final dos que vivem na Terra, não nos preparamos para recebê-la. Eis porque ela sempre nos surpreende, esfacelando-nos o coração em tortura moral.

O que existe afinal, para além do túmulo? Para onde vão as almas dos que se foram abraçados pelo sono da morte? Como diluir a dor da separação?

Tudo isso deve ser explicado àqueles que comparecem às sessões de psicografia na Casa, sequiosos para receberem mensagens diretas ou notícias de seus familiares desencarnados.

Devemos dizer que o processo de comunicação não é tão simples assim e é necessário que o espírito esteja em condições de atender ao chamado e também que encontre boa afinidade com os médiuns disponíveis para que a comunicação possa ocorrer. Mas também devemos salientar, e esse é o ponto mais importante, que não devemos nos ocupar da situação dos que se foram pois eles, também, têm suas atividades e precisam acostumar-se com a sua nova condição, processo esse que pode ser prejudicado pela insistência com que os encarnados os invocam. É preciso fazer entender que a vida continua de ambos os lados da cortina da morte física, ou seja, devemos seguir a nossa vida e deixar que eles sigam a deles também. O melhor é orar pelos que queremos bem ao invés de procurarmos retê-los junto a nós. A oração pode amenizar a longa saudade. Quando oramos a Deus pelos que partiram, eles sentem nossas vibrações, como se fossem abraços de carinho e, na mesma intensidade, os retribuem, pelos fios do pensamento.

Em assim procedendo, e quando a oportunidade se fizer, os próprios desencarnados vão procurar entrar em contato e daí surgirão as mensagens.

Autoria: 
Márcia Regina Farbelow e Hugo Puertas de Araujo