Domingo de festa na terra e no céu


No último domingo, dia 30 de junho de 2002, o Brasil foi pentacampeão mundial de futebol!

Pelas ruas de todo país, muita alegria, euforia e animação. Por todo o domingo, todos os brasileiros estiveram, desde cedo, unidos por um só pensamento: a conquista do penta!

Ricos e pobres, adultos e crianças, homens e mulheres, pessoas de diferentes raças, credos políticos e religiosos, abraçando-se pelas ruas, comemorando mais esse título de nosso futebol.

Nesse domingo, desapareceram os problemas financeiros, as brigas familiares e até mesmo muitas doenças foram esquecidas. Nos asilos, orfanatos, presídios, hospitais, todos estavam junto a um aparelho de TV torcendo e vibrando com esse importante acontecimento esportivo.

Não vamos citar aqui os exageros que sempre ocorrem nessas comemorações, pois acreditamos que sejam fatos isolados em comparação com a alegria saudável que tomou conta de todos os corações brasileiros.

Nosso futebol conseguiu proporcionar um momento raro em nossa sociedade: a união fraterna, a alegria espontânea de nosso povo.

E enquanto todos nós curtíamos estes momentos de felicidade aqui na Terra, no Céu, no Plano Espiritual, outra festa estava sendo preparada: uma festa muito mais nobre, com muito mais alegria, por um motivo único e muito, muito especial.

Aproveitando a vibração de alegria que regia nosso país, a espiritualidade se preparava para levar aos céus nosso Mestre, nosso Amigo, nosso Irmão Francisco Cândido Xavier.

Com 92 anos de idade, após ter nos deixado inúmeras lições de vida, após anos de sofrimento resignado, Chico, às 19h30min deste domingo, retornou à sua verdadeira morada, à Pátria Espiritual que, com certeza, o recebeu com muita festa.

Em nossa humilde e restrita imaginação, podemos ver nosso querido Chico, caminhando por uma maravilhosa estrada, repleta de árvores e flores de belezas indescritíveis. Acompanhado de seus inseparáveis amigos Emmanuel, André Luiz, Bezerra de Menezes e tantos outros, vai sendo recebido por todos os habitantes do plano espiritual, que mesmo sabendo que ele não que ser louvado por sua belíssima missão em nosso planeta, não conseguem segurar tamanha emoção, proporcionando um momento único na Espiritualidade Maior: esses corações emocionados pelo retorno de tão elevado espírito, produzem luzes de cores suaves que se unem e formam tamanha vibração de amor que, aqui da Terra, os corações mais sensíveis podem sentir, fazendo com que também seus olhos se encham de lágrimas, não de tristeza, mas de alegria. Alegria pela certeza da vida após a morte, alegria pelos imensuráveis exemplos de vida deixados pelo nosso cândido Francisco.

Chico não é apenas um exemplo para os espíritas, que puderam aproveitar com mais profundidade de seus ensinamentos de amor. Ele é também respeitado por católicos, evangélicos e até mesmo ateus.

Suas obras não se limitaram apenas à comunicação entre "vivos" e "mortos", às importantes mensagens de parentes desencarnados que tranquilizaram tantas pessoas desesperadas pela perda de um ente querido, mas também a inúmeros trabalhos de caridade e amor ao próximo, exemplos que deixaram cravados em nossos corações que sempre é possível ajudar nossos irmãos, por mais precária que seja nossa situação aqui na Terra.

Chico foi e sempre será nossa meta, nosso guia, nosso modelo de ser humano. Obrigado, Chico. Descanse, ou melhor, trabalhe em paz e continue rezando e cuidando deste povo brasileiro que tanto o respeita, que tanto o ama!

Autoria: 
Alexandre Ferreira e Márcia R. Farbelow