O Evangelho no Lar unindo toda a família


Pergunta de Ana Paula G. A Souza: Pratico o Evangelho no Lar com minha família toda semana. Tenho dúvidas sobre algumas coisas que acontecem: 1) Minha mãe está sempre fazendo alguma coisa e acaba atrasando o início dos trabalhos em cerca de 10 minutos. Devo chamar a atenção dela? Devo exigir que o Evangelho comece rigorosamente na hora? 2) Minha irmã sempre está chegando da rua no horário em que estamos iniciando o Evangelho e, muitas vezes, senta-se à mesa no meio da prece de abertura. Também já aconteceu de minha irmã chegar quando estávamos na prece de encerramento. Esta atitude é aceitável ou prejudica os trabalhos? 3) Minha avó tem muito sono (nosso Evangelho se dá às 22h, aos domingos), mas faz questão de participar. Acontece muitas vezes estar eu lendo alguns trechos do Evangelho e perceber que ela está dormindo. Como proceder? Peço para ela ir dormir e não participar?

No primeiro caso, é preciso lembrar que o Evangelho no Lar deve ser feito sempre em dia e hora adequados para cada família.

Uma vez estabelecido o horário, devem todos exercer disciplina pessoal para que atrasos não ocorram, em respeito aos demais e aos amigos do plano espiritual que também participam da reunião. Lembremos que a disciplina é a ordem que convém ao bom funcionamento dos trabalhos, mas não esqueçamos de exercer também a compreensão e a paciência com todos.

No caso do atraso de um dos membros da família, devemos lembrar a todos sobre a necessidade da disciplina com relação à pontualidade. Quem chegar no curso ou no final dos trabalhos pode ser admitido a assistir, sem no entanto participar ativamente; até porque ainda não terá conhecimento de tudo o que já se falou até então e poderá atrapalhar ou tornar repetitivos os trabalhos.

Observe-se, no entanto, que a pequena participação, ainda que como assistente, por si só pode ensejar o despertamento do interesse pela doutrina dos espíritos e será um grande bem para todos.

Quanto à última pergunta, como já dissemos, o horário deve ser adequado a todos os participantes. Se não for possível iniciar um pouco mais cedo, tenhamos paciência visto que a insistência na participação demonstra interesse, que deve ser considerado e respeitado. Ademais, com o tempo, esforço e disciplina, a dificuldade do sono será superada.

O Evangelho no Lar é antes de tudo um momento para que a família toda esteja reunida tanto no plano físico, quanto no plano espiritual, com a presença daqueles espíritos que nos têm afinidade e carinho.

Tal clima não comporta desavenças e apesar da disciplina ser uma necessidade, o mais importante é o ambiente de alegria que deve reinar sempre.

Sugerimos que você procure conversar com seus familiares, explicando-lhes que o Evangelho no Lar deve ser um momento de intimidade para a família e que todos só podem lucrar caso compareçam de boa vontade às reuniões. Procure mostrar-lhes que o Evangelho é bom para eles. Faça com que eles sintam a necessidade de estarem presentes e atuantes.

Peça sugestões a todos, quanto ao horário e até mesmo quanto à forma de se proceder na leitura e comentários. Talvez eles não estejam compreendendo o que se comenta e só vejam nele um ritual sem maiores consequências.

Procure fazer com que todos emitam opiniões e se surgirem dúvidas que não possam ser dirimidas na hora, anote-as e procure quem possa auxiliar, levando as respostas na reunião seguinte.

O Evangelho que Jesus nos deixou é um guia para toda a vida e cabe a nós transmitirmos essa idéia àqueles que ainda não a possuem.

Finalmente, se houver pessoas desconfortáveis com a situação e que não desejem participar das reuniões não as obrigue. Cada um ouve o chamado na sua própria hora e isso não pode ser apressado.

Com o tempo, as pessoas que estiverem de fora e virem o clima de felicidade, que deve ser uma constante quando falamos com Deus, interessar-se-ão de livre vontade, e aí estarão prontos para participar ativamente.

Não podemos fazer do Evangelho no Lar algo impositivo e chato onde a disciplina deve ser seguida a qualquer preço. Tal idéia desvirtua o real objetivo dessa prática que é, antes de mais nada, reunir a família para um momento agradável em contato com os ensinamentos deixados pelo Mestre querido.

Autoria: 
Durval Augusto Rezende Filho e Hugo Puertas de Araújo. Resumo: Márcia Regina Farbelow