Ao encontro de uma Casa Espírita, que acolheu e acolhe a todos nós com muito amor!!!


E já se passaram 21 anos! Aqui cheguei em 1978, acompanhada de minha querida irmã Mercedes, a convite de meus primos Atilio e Flora, frequentadores da Casa, à Rua Pereira da Nóbrega, 424, Vila Monumento. Com muita alegria, fizemos parte de sua Diretoria. Continuamos em seu novo endereço, à Rua Basílio da Cunha, 213 e, enfim, seguimos em sua sede própria, acompanhando o seu crescimento na prática da caridade!

Incentivos para ambientar-me na filosofia espírita não faltavam: em casa, no trabalho, no círculo de amizades, com formação Kardecista por parte de mãe, esotérica-comunhão de pensamento por parte de pai e católica apostólica romana por opção, a vida religiosa sempre fez parte de minha existência. Mas faltava algo mais para que eu pudesse entender melhor os sonhos que vivenciava, as intuições que não conseguia externar, e muitas dúvidas que passavam por minha mente.

Trabalhando na mesma Empresa que o filho do autor de vários livros espíritas, comandante Edgar Armond, fui instruída por ele para buscar novos conhecimentos em uma Casa Espírita idônea ou na Federação Espírita de São Paulo. Assim, escolhi o Núcleo e fui recebida pelo Sr. Oscar Camanho em minha primeira entrevista, data na qual também conheci o Dr. Adriano.

A ligação com o trabalho de Evangelização Infantil já estava sendo apontada quando, no tratamento de passes P1, P2, na sala de D. Laura, cujo mentor era o Dr. Licurgo Pereira, fui informada que a Casa teria o trabalho infantil em dia especial e que, uma mentora, irmã Francisca, atuaria sempre ao meu lado.

Após aprovação da Diretoria, o primeiro trabalho infantil aos sábados teve início, para o qual fomos convidadas, eu e minha irmã Mercedes, por nossa irmã Terezinha Pavão. Aceitamos com muita alegria.

Após o desencarne de nossa querida irmã Laura Pezzoni Stievano, Dr. Licurgo Pereira, através de alguns médiuns, informava que estaria atuando novamente na Casa, e que já havia escolhido a médium. E com enorme emoção recebi, em meus sonhos, Dr. Licurgo Pereira, passando as instruções para os trabalhos, que até hoje são realizados aos sábados. Na mesma época, também em sonho, recebo uma mensagem de um médico alto, forte, que informava seu futuro trabalho na Casa. Apontou-me vários médiuns, disse que haveria uma seleção. Dirigiu-se para a mesa (estávamos na época à Rua Basílio da Cunha, 213), e posicionou-se atrás de nosso irmão Marcial Jardim e disse que este seria o Médium com quem atuaria. E, assim, contávamos com mais um trabalhador do Plano Espiritual, nosso querido Irmão Karl.

Em 1980-81, realizou-se o primeiro Curso de Aprendizes do Evangelho, coordenado pelo nosso irmão Antonio Carlos Pavão, secretariado por sua esposa Teresinha, tendo expositores da Federação e da Casa, como nossos queridos irmãos: Adriano, Oscar, Jardim, Domingos, Armando, Artur e Pavão. Em 1982, o Curso de Médiuns, também coordenado pelo nosso irmão Pavão, não só preparou e desenvolveu nossa mediunidade, como também permitiu que aprendessemos a difícil e nobre tarefa de doutrinadores. Em 1983, de 07/03 a 31/10, desenvolveu-se a segunda turma do Curso de Aprendizes do Evangelho, coordenado pelo nosso irmão Pavão, onde fui convidada a participar como secretária e expositora. Em 1984, de 02/04 a 26/11, surgiu a terceira turma do Curso de Aprendizes do Evangelho, coordenado por mim e pelo nosso querido irmão Armando Pereira. Em 1985, coordenamos o Curso de Desenvolvimento Mediúnico, Armando e eu. Em 1987, sob a coordenação do Sr. Oscar, tivemos a quinta turma do Curso de Aprendizes do Evangelho, de 09/03 a 07/12, participando como expositora.

O trabalho de serviço social era muito bem realizado pela nossa querida irmão Cecília Camanho Rios, com quem muito aprendemos. Com a necessidade de seu afastamento por motivos de saúde, assumi a coordenação deste trabalho, com a colaboração de uma equipe fantástica, composta pelas irmãs da oficina de costura, pelos expositores na divulgação e pelos queridos irmãos que me acompanhavam no cadastramento das famílias, realizado duas vezes por ano, Armando, José e Mercedes. Íamos de porta em porta, subindo e descendo morros. Ficávamos desde cedo até o final da tarde, anotando tudo que se fazia necessário a fim de que essas famílias pudessem receber sua cesta de roupas e alimentos, brinquedos e livros, nas caravanas de junho e dezembro. O dia da semana escolhido era o sábado. Com muita alegria, seguíamos a Ribeirão Pires em longa fila de carros, que acompanhavam a perua que transportava as cestas. Nossa oficina de costura confeccionava os pijamas de inverno e mais os enxovais de bebês, isto para uma média de 98 a 105 famílias, por volta de 225 crianças. Como eram cadastradas, essas famílias tinham seu cartão de identificação, o que facilitava conhecê-las nominalmente, e não apenas como um número. Realmente foi um trabalho gratificante, que contribuiu para o nosso progresso espiritual. Assim, como podemos observar, esta Casa de Paz e Amor, composta por tantos irmãos de boa vontade, esteve e está sempre, nestes 30 anos, oferecendo: fraternidade, caridade e paz a todos nós que a procuramos e que a procurarão, ontem, hoje, amanhã e sempre.

Autoria: 
Manoela Bina