Nossa paz não deve trepidar


PERGUNTA DE HENRIQUE P. JUNIOR: Gostaria de saber sobre obsessão coletiva. Por exemplo, quando há um país em guerra, todos estão obsidiados?

Não, não podemos dizer que há obsessão coletiva quando há um país em guerra, pois, embora haja um grande número de pessoas favoráveis à mesma, sempre há, também, aquelas que se esforçam para evitá-las.

Obsessão é a influência negativa exercida entre pessoas, quer estejam elas encarnadas ou desencarnadas.

Numa guerra, faz-se muita propaganda visando atrair a simpatia das pessoas para a causa. Pois bem, você já pensou que as grandes guerras podem ser apenas a consequência das pequenas guerras que alimentamos no dia-a-dia?

Uma guerra é como uma panela de pressão que estoura porque não consegue suportar as forças que pressionam seu interior. Assim, quando nos irritamos violentamente com alguém ou com alguma coisa, jogamos na atmosfera uma carga energética de péssimo teor, que contribuirá para a eclosão de guerras, mais cedo ou mais tarde.

Essas forças permanecem na atmosfera espiritual da terra e vão se somando a outras tantas, liberadas por aqueles que se permitem pequenas ou grandes explosões de ira e de ódio.É assim que vamos formando uma reserva de violência tão grande, que um dia acaba por explodir e causar danos a milhares de pessoas. Cada um de nós tem o seu livre-arbítrio e pode recusar ou não a influência recebida, mas quando estão envolvidas emoções fortes, o ódio no caso, tais influências têm um apelo mais forte, o que acaba por criar o tal "clima de guerra" ou "clima de ódio". Também é de se notar que, uma vez que haja um ambiente ruim, torna-se mais fácil a ação de espíritos desencarnados desejosos de prejudicar as pessoas e isso cria um ciclo que só pode ser quebrado pela mudança de atitudes das mesmas.

Devemos exercer o nosso livre-arbítrio e o nosso raciocínio, ponderando tudo para somente aceitar o que for bom, recusando o resto. Dizem os espíritos superiores que essas reservas de vibrações violentas só podem ser anuladas por uma força contrária chamada amor. Portanto, se não quisermos mais alimentar guerras, devemos educar-nos para a paz. E a paz deve começar em nossa intimidade. Por exemplo: quando calamos uma palavra de irritação, contribuímos com a paz mundial, e quando repelimos com o amor uma insinuação da revolta, ajudamos a pacificar o mundo.Quando, enfim, nos inundarmos de paz, conseguiremos aplacar o ódio e acabar com as guerras, por falta de alimento! Essa é a única maneira de sermos, efetivamente, contrários aos conflitos cruéis que degradam a humanidade e a infelicitam.

Autoria: 
Márcia R. Farbelow, Hugo Puertas de Araujo e Alexandre Ferreira