Cuidados com a estima e a vaidade pretensiosa


PERGUNTA DE EDGARD SILVA: Sou muito vaidoso. Gostaria de fazer cirurgia plástica no nariz. Sou espírita. Seria louvável eu "consertar" esteticamente um nariz saliente? A boa estima, neste caso, não é importante?

Quando constatamos algo em nosso corpo que não nos agrada, podemos buscar a cirurgia estética para livrar-nos de nossos "sofrimentos". Achamos que não há problema algum em procurar alterar alguma coisa em nossas vidas, seja isso em nosso comportamento, em nossas relações, em nossas atividades ou mesmo em nosso corpo. O espiritismo se preocupa muito mais com o que você faz com o seu espírito. Seus atos, pensamentos e estudos é que devem estar em dia.

Temos a responsabilidade de cuidar bem de nosso corpo pois é nossa ferramenta de trabalho neste mundo, e cuidar bem não quer dizer "não mexer".

Além disso, a vaidade, a auto-estima, numa certa dose, é algo positivo, mas tudo o que é exagerado é ruim. O perispírito (corpo do espírito) normalmente é atingido pelo mal que fazemos a nós mesmos (suicídio, vício, rancor, pessimismo), ou aos outros (maledicência, agressividade, violência, traição e mentira).

Agora, "consertar" nosso corpo físico não afeta o corpo espiritual. Somente lamentará o Espírito a vaidade pretensiosa, sem dúvida!

Mas gostaríamos de observar também, o outro lado da moeda.

Sem dúvida, tudo aquilo que nos faz sofrer e nos prejudica, deve ser "consertado", até para que possamos seguir em nosso caminho evolutivo. Muitas vezes os complexos são tantos que emperram nosso crescimento espiritual.

Entretanto, devemos ter em mente que nosso destino, quando atingirmos uma maior evolução (e todos nós estamos ainda muito longe disso) é não mais nos preocuparmos com tantos detalhes físicos, estéticos e materiais.

Da mesma forma, sabemos que jamais seremos condenados ou julgados pelos bens materiais de que somos portadores. Podemos sim ter uma bela casa, um ou mais carros, uma casa na praia ou no campo, um clube para nos divertirmos, entre outras conquistas e confortos materiais.

Mas jamais poderemos nos esquecer que nosso maior exemplo aqui na Terra, é nosso irmão Chico Xavier, que poderia ter tido todo o conforto e bens que desejasse, mas soube (e sabe) viver com o mínimo, porque sua maior preocupação, acima de quaisquer conquistas materiais, sempre foi com o próximo: seu irmão mais necessitado.

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Autoria: 
Hugo Puertas de Araújo e Márcia R. Farbelow