Somos todos iguais


Muitas vezes indaga-se quanto às raças na espiritualidade, particularmente a raça negra.

Antes de mais nada, queridos filhos, precisamos nos reportar à origem do espírito. Quando o Pai Amado criou o espírito, fez todos iguais, com as mesmas condições e oportunidades para o progresso.

Na sua origem encontramos raças, povos, civilizações que se adaptaram não somente às condições do espírito e à sua necessidade de aprendizado, como também às condições das regiões onde iriam reencarnar. A origem da humanidade foi primitiva; o homem valorizava somente o atendimento de suas necessidades imediatas para sua sobrevivência. Ele era presa fácil para os animais predadores. Abrigava-se em cavernas para se proteger. O homem não tinha, ainda, uma noção clara da Divindade, da sua origem. Os fenômenos físicos da natureza chamavam sua atenção e o atemorizavam. Algo superior possuía aquele poder, aquela força como o raio que, como uma chama, descia do céu e podia destruir uma árvore e até mesmo incendiar a floresta.

Ele passou a temer esta força, a sua origem, o seu Criador, que com o seu poder poderia destruí-lo. Aos poucos o homem foi conseguindo dominar, conhecer melhor a sua potencialidade.

Começou a sentir que possuía algo que o diferenciava dos outros animais, mesmo os predadores que tanto temia. Descobriu que poderia pensar, raciocinar, refletir e que, em grupo, poderia se organizar e melhor se defender. Deu inicio, assim, a vida em coletividade, a sociedade. O homem que só procurava a fêmea para a procriação, passou a constituir a família, cuidar dos filhos e a amá-los. Este homem foi evoluindo. Encontrou outros homens, que vieram de outros mundos, que estavam em melhores condições evolutivas que ele. Mesmo sendo subjugados por estes homens, mais adiantados, foi assimilando seus conhecimentos e adiantamento. Pouco a pouco, foi progredindo como ser humano e como espírito. Em nosso planeta, existem ainda regiões que estão em condições evolutivas diferentes. Encontramos povos mais adiantados material e cientificamente e ainda atrasados espiritualmente. Outros, que sendo material e cientificamente atrasados, são evoluídos espiritualmente. Os negros, os brancos, os amarelos, enfim todas as raças e todas as cores encontram-se neste contexto. O espírito está em eterna evolução! A Terra, mundo de provas e expiação, recebe todos, e a todos dá a oportunidade de aprender e evoluir, independentemente da raça ou da cor. Não deve haver, da parte de ninguém, preconceito, sentimento de superioridade ou de inferioridade. Perante o Pai todos são filhos queridos e amados. Ele aguarda a todos na sua caminhada evolutiva para poder abraçar cada um e dizer: "Filho querido, estou feliz em tê-lo em meus braços".

Autoria: 
Pai João, 10/02/03