A utilização de métodos anticoncepcionais


Graças a ampla gama de métodos anticoncepcionais atualmente disponíveis no mercado, podemos, com certa facilidade, planejar o número de filhos que queremos e programar a data de seus nascimentos. Mais do que isto, podemos realizar uma operação e nos livrarmos definitivamente desta "preocupação". É o avanço da medicina a serviço da humanidade.

Por outro lado, nós, seguidores da doutrina kardecista, costumamos ser informados, através de palestras, livros e jornais espíritas, da existência de milhares de espíritos que se encontram desesperados por uma nova oportunidade de reencarnar para que, então, possam resgatar suas faltas.

Estaríamos errados então? Estaríamos deixando de dar oportunidade a diversos irmãos desencarnados, aflitos por uma oportunidade? Seria louvável a atitude daquelas a quem tanto criticamos, que deixam vir ao mundo diversos espíritos sem que tenham a menor condição de educá-los e amá-los?

Nossa repórter Márcia fez esta pergunta a nossos amigos Oscar Camanho, Raphael Rios e Adriano de Castro Filho que nos explicaram que não é errado nos utilizarmos dos métodos anticoncepcionais, desde que existam boas intenções e responsabilidade.

Acompanhe a resposta completa para esta delicada mas importante questão.

Poderíamos dizer que o espiritismo é contrário ao uso de métodos anticoncepcionais, uma vez que costumamos ouvir que há milhares de espíritos a espera de uma oportunidade para reencarnar? Seria então correta a atitude dessas mulheres, tão criticadas pela sociedade, que mesmo sem condições financeiras e maturidade, deixam vir ao mundo vários espíritos sedentos por esta nova oportunidade?

O Espiritismo não tem a finalidade e nem a pretensão de proibir qualquer coisa; tem sim a missão de estudar e esclarecer as relações entre os dois planos, material e espiritual, de forma a melhorarmos sempre nossos entendimentos morais e intelectuais.

Os anticoncepcionais, assim como o dinheiro, as posses materiais, o poder, etc., são intrinsicamente neutros. Nem bons nem maus. São meios para se alcançar um fim. É a intenção com que os usamos que conta, é o fim ou objetivo que colimamos ao usá-los que os tornam bons ou maus instrumentos.

A atitude dessas mulheres, merecem nosso amparo esclarecedor pois sabemos que, o uso do anticoncepcional está afeto ao livre arbítrio, para que ele funcione, presidindo também nossas responsabilidades.

Se você tem alguma dúvida sobre a Doutrina, envie sua pergunta para nossa repórter Márcia através do e-mail divulgacao@neapa.org.br ou através da seção Fale Conosco.

Autoria: 
Pergunta respondida por Oscar Camanho, Raphael Rios e Adriano de Castro Filho. Repórter: Márcia Farbelow