Tomando consciência de nossos erros


Certo dia uma moça estava a espera do seu vôo na sala de embarque do aeroporto.

Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para "matar" o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos.

Então, ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela, sentou-se um homem.

Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela sentiu-se indignada, mas não disse nada. Ela pensou para si: "Mas que 'cara de pau'." Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho, para que ele nunca mais esquecesse.

A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo a deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou: "O que será que o 'abusado' vai fazer agora?" Então o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela. Aquilo a deixou irada e bufando de raiva.

Ela pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao embarque. Quando sentou confortavelmente em seu assento, para sua surpresa o seu pacote de biscoito estava ainda intacto e dentro de sua bolsa. Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela e já não havia mais tempo para pedir desculpas.

O homem dividiu os seus biscoitos sem sentir-se indignado, enquanto que ela tinha ficado muito transtornada.

***
Quantas vezes nós estamos errando e não temos a consiência deste erro.

O importante é reconhecê-lo. E desculpar-se, sempre, tomando isto como exemplo para o exercício constante da humildade.

Autoria: 
Extraído do livro Estórias ao Entardecer, de William Netto Candido