Devemos perdoar setenta vezes sete vezes


O perdão é a base para atingir uma vida equilibrada e feliz. Não há quem no mundo não tenha sido magoado ou traído.

As primeiras frustrações estão registradas nos nossos primeiros dias de vida. Pode ser a fome, o frio, o incômodo não percebido prontamente pela mãe que faz o bebê sentir-se frustrado com quem lhe presta atenção.

Mais tarde é o brinquedo não proporcionado, o amigo escolar que não divide seu lanche, até as mais graves traições e mágoas vivenciadas em dias de profunda tristeza e desentendimento.

Sendo assim, verifica-se que os primeiros algozes dos nossos infortúnios são nossos próprios pais ou quem lhes faz as vezes. Se a mãe não perdoasse o choro revoltado pela demora de frações de minutos para saciar-nos a fome, pereceríamos.

Desde o início estamos sujeitos à paciência e perdão daqueles que nos orientam e guardam. Cabe a nós aprendermos a lição sublime do amor incondicional para podermos traçar rumos mais felizes às nossas vidas. Perdoar a si mesmo por suas faltas facilita o perdão às faltas alheias.

Há aqueles que sempre são muito severos com as faltas alheias e, quase sempre, os são também consigo mesmo. Errar faz parte do aprendizado, só não erra quem nada faz. Jesus mostrou-nos o caminho dizendo que deveríamos perdoar setenta vezes sete vezes, ou seja, sempre.

Perdoar faz com que nos sintamos mais leves e permite-nos conquistarmos caminhos mais fáceis e suaves para a nossa evolução. Muitas vezes sofremos porque não nos perdoamos por esta ou aquela falta. No plano maior o espírito de André Luiz ilustrou que até após o desencarne, se o espírito não se perdoar, ainda que o plano espiritual, superior e amigo, lhe mostre o caminho para o reencontro com entes queridos, não se permitirá esta alegria e ficará submerso no mundo das trevas até entender que o sofrimento não lhe é mais imperioso.

Com relação aos que nos cercam, o perdão é inevitável para proporcionar convívios edificantes. É através dos erros que percebemos aonde precisamos melhorar. O amadurecimento exige a consciência do estado que nos encontramos e coragem para expormos, a quem amamos, o que sentimos.

A tarefa não é fácil. Mas quem disse que seria? Libertar-se das amarras do passado através do verdadeiro perdão é conquista inextinguível no campo das emoções, porque proporciona o amadurecimento das relações, e no plano da espiritualidade, porque nos eleva à proximidade do amor incondicional que o grande mestre Jesus nos ensinou.

Autoria: 
Diana Ostam Romanini