Como Jesus operava as curas


Deus se manifesta na sua Criação, isto é, no Universo e nos seres, Lei Suprema que Ele é, pelo Espírito, princípio inteligente universal que está no cerne de toda a Criação e, portanto, em todos os espíritos individualizados, estejam eles encarnados na matéria ou desencarnados na astralidade, na erraticidade, isto é, nos mundos espirituais.

O espírito comanda a matéria que é energia condensada. As entidades superiores trabalham com a mente sobre o fluido universal e sobre a estrutura da matéria e lhe dão propriedades especiais. As entidades executam a operação pela vontade que é atributo essencial do espírito.

Jesus realizou inumeráveis curas e renovações espirituais que não se devem considerar milagres pois eram o resultado de suas faculdades mediúnicas. com base na sua elevada espiritualidade e na assídua cooperação das entidades angélicas que o assistiam, operando as leis transcedentais que governam a primazia, o comando do espírito sobre a matéria. Curava e libertava aqueles que dinamizavam forças num intenso estado de fé. Tinha a capacidade de utilizar o fluido cósmico universal, plasmando-o de acordo com a intensidade vibratória, gerada pelo seu poderoso domínio mental e amoroso.

No Universo tudo é vibração - do espírito à matéria mais densa e esta, quanto mais densa, mais baixa é a sua vibração e o espírito, quanto mais elevado, maior é a intensidade de sua vibração. Fenômenos ocorrem manipulando essa vibração - materializando e desmaterializando a matéria.

Jesus, cuja natureza angélica lhe permitia gerar e captar ectoplasma associado a elementos construtivos provindos do orbe e do Universo, transformava-se numa antena viva captadora e retransmissora de fluidos, para restaurar o corpo físico dos enfermos atuando no molde perispiritual.

Falando-se de fluido curador, pode ele ser dirigido pelo médium, atraído pela fé, captado no ambiente, ser do próprio médium, do próprio assistido que crê e transmitido pelas entidades do bem.

Com relação às multidões que seguiam Jesus em busca de alívio e cura, poucos foram os curados de seus males, embora todos tenham recebido instruções para serem os autores de suas próprias curas. Isso porque prevalecia uma disposição contrária à cura nos enfermos, imaturos de espírito.

Curavam-se os que tinham fé criadora, geradora de energias curadoras, os que tinham pureza de intenções e propósitos de vida digna e amorosa e os liberados dos débitos morais.

Autoria: 
Raphael Rios