Mulheres que correm com os lobos
Dia oito de março é o Dia Internacional da Mulher. Um dia muito especial. Assinala o sacrifício de várias mulheres que reivindicavam melhores salários e melhores condições de trabalho, há algumas décadas, e foram assassinadas por isso. Entretanto, neste texto queremos lembrar a mulher poesia, a mulher perfume e a mulher que corre com os lobos, ou seja, empreendedoras, capacitadas, românticas, levemente selvagens. Todas as mulheres tem em si um pouca de loba. Oprimida, ela não se domestica. Seus instintos fazem com que elas lutem pelos filhos. Sua história mistura a lenda das amazonas com a saga de Afrodite, Helena de Tróia, Maria de Nazaré.
Tanto a mulher humilde como a mulher empresária, ministra, presidenta ou rainha, elas trazem nas veias um pouco da condição selvagem das florestas, e nos olhos trazem a cor e a luz do sol. Essa mulher levemente selvagem é encontrada na personificação da lavradora, da operária, ou nos salões aristocráticos, nas cátedras e academias das universidades, porque ela é, sobretudo, a mulher palingenésica, que animou e animará muitos corpos. Ela pode ser guerrilheira, médica, professora, mãe ou estéril. Entretanto não existe mulher estéril, pois se ela não der a luz a uma criança, ela engravida no coração e acaricia filhos de outras mulheres, ou dará a luz à idéias.
Homenageamos todas as mulheres, inclusive àquelas que mudam o mundo ou dão a luz a homens que mudam o mundo, como Confúcio, Buda, Francisco de Assis, Gandhi, Jesus de Nazaré... Homenageamos a mulher espírita nas pessoas de Anália Franco e Benedita Fernandes, mulheres empreendedoras que revolucionaram a assistência social.
Desejamos que todas as mulheres descubram o seu lado levemente selvagem, e construam um mundo melhor, de paz, harmonia, solidariedade, justiça social, liberdade responsável, onde ninguém morra de fome, nem mesmo de fome de amor.














