Site do Núcleo ganha selos de acessibilidade


A partir deste mês, todas as pessoas poderão ter acesso total ao site do Núcleo. Isto quer dizer que qualquer internauta, inclusive os que apresentam deficiência física, visual ou qualquer outro tipo de limitação, poderá acessar as páginas de nosso site sem que encontre obstáculos que o impeça de receber as informações que deseja.

Isso tudo foi possível graças ao esforço de uma entidade, a Acessibilidade Brasil, cujo principal objetivo é promover o desenvolvimento de estudos e projetos que privilegiem a inserção social e econômica das pessoas portadoras de deficiências.

Para tanto, em dezembro de 2002, em parceria com a Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, órgão da Secretaria de Promoção dos Direitos Humanos, ministrou curso técnico para a utilização dos princípios de acessibilidade na construção de sites para 50 web designers e técnicos responsáveis pelos sites do sistema SICORDE e de entidades representativas de direitos humanos.

Esse curso, pioneiro na América Latina, nunca tinha sido ministrado para tantos técnicos. Seu objetivo principal foi a formação de multiplicadores dessas técnicas. A avaliação final pelos técnicos participantes foi excelente e a grande surpresa foi a participação e certificação de um web designer cego nessas técnicas.

A palavra acessibilidade deve ser compreendida não apenas como o acesso à rede de informações, mas também como a eliminação de barreiras arquitetônicas, de comunicação e de acesso físico, equipamentos e programas adequados, bem como conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos para os usuários que atuam em contextos diferentes e que podem estar numa das seguintes situações:

1.
Não ter a capacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou que tenham grandes dificuldades, quando não a impossibilidade de interpretar determinados tipos de informações;

2.
Ter dificuldade visual em ler ou compreender textos;

3.
Não ter um teclado ou mouse, ou não ser capaz de os utilizar;

4.
Ter um quadro que apenas apresenta texto, um quadro de dimensões reduzidas ou uma ligação à internet muito lenta;

5.
Ter os olhos, os ouvidos ou as mãos ocupados ou de outra forma solicitados (ao volante, a caminho do emprego, por exemplo);

Os criadores de conteúdo devem levar em conta as diferentes situações vividas por cada usuário da Internet, ao conceberem uma página para a WEB.

Embora haja uma multiplicidade de situações, cada projeto de página, para ser verdadeiramente potencializador da acessibilidade, tem de dar resposta a vários grupos de incapacidade ou deficiência em simultâneo e, por extensão, ao universo dos usuários da WEB.

Assim, por exemplo, através da utilização de folhas de estilo para controle de tipos de letra e para eliminação do elemento FONT, os autores de páginas em HTML obtêm um maior domínio sobre as páginas que criam, tornam-nas mais acessíveis a pessoas com problemas de visão e, através da divisão de folhas de estilo, reduzem os tempos de transferência de páginas, para benefício da totalidade dos usuários.

Autoria: 
Baseado em texto do site da Acessibilidade Brasil