As pregações de Jesus: finalidades primordiais


Jesus, espírito angélico, foi enviado à Terra pelo Pai da Vida, como o Messias esperado das Escrituras. Messias em hebraico Mashiah ou Cristo, do grego christos, significa o Ungido, o enviado, aquele que é investido pelo Alto de uma grandiosa missão entre a humanidade.

A que veio Jesus, que missão grandiosa lhe foi confiada? Jesus de Nazaré encarnou na Terra não só para confirmar por si mesmo todas as profecias do Velho Testamento que o identificaram como o Messias esperado, mas, também, e primordialmente, a fim de trazer e viver para a humanidade o Mandamento Maior, a Lei do Amor, a Regra de Ouro: "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu entendimento". Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este é: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo". Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

Em resumo "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". Só fazer ao próximo o que queremos que ele nos faça e jamais fazer ao próximo o que não queremos que ele nos faça. É a obediência a esta Lei o caminho verdadeiro para nossa redenção espiritual.

Trouxe-nos Jesus a nova concepção do Deus-Pai, amoroso e misericordiosos em substituição ao Deus irado e punitivo do Velho Testamento. Ensinou-nos que, sendo todos nós, indistintamente, filhos de Deus, fica estabelecido o princípio universal da Paternidade de Deus e da Irmandade dos homens.

Infundiu-nos uma nova ordem de valores, os imperecíveis do espírito sobre os perecíveis da matéria.

Fez da humanidade, da caridade, da fraternidade e do perdão as virtudes máximas expressas no amor ao próximo.

Trouxe e vivenciou o mais sublime código ético-moral para esta humanidade se redimir a si própria, consubstanciado em máximas divinas, parábolas celestiais e atos incontestes de humildade, de amor, de coragem e submissão à tarefa divina e sofrente-justo que era, puro e sem culpa - que o Pai da Vida lhe confiara.

Jesus concentrou-se na pessoa humana, no ser humano, no indivíduo, enfoque inédito para as civilizações, culturas e crenças do seu tempo, que viam as criaturas mais como membros agrupados e identificados pelas tribos, nações e famílias a que pertenciam, isto é, fez da pessoa humana uma individualidade autônoma, responsável perante Deus pelos seus atos, modelador do seu próprio destino, balizado pelo Mandamento Maior, acima dos ritos exteriores, pondo a criatura, pela sua consciência, diante do Criador.

Sua doutrina exigia realizações objetivas e imediatas, ação, fatos e resultados e não concepções teóricas, obediência e rituais e a dogmas inquestionáveis; em última análise, promovia transformações íntimas e ações no plano coletivo.

Autoria: 
Raphael Rios