Devemos estar atentos a nossos pensamentos


Disse Jesus: Orai e Vigiai. Seguindo o conselho do Grande Mestre deveríamos estar atentos em nossos pensamentos todos os minutos de nossos dias, para que deles só emergissem atitudes sãs e nobres. Todavia, o quotidiano de nossas vidas faz com que, apressados, corramos no sentido de executar as nossas tarefas, e deixemos de lado o espírito imortal.

Estamos quase sempre apressados, e a culpa com certeza é do carro da frente que anda tão devagar, ou que despercebidamente pára o seu veículo para aguardar a chegada de alguém. A culpa é do vendedor que não nos atende no tempo preciso, é do homem do Caixa que atende tão vagarosamente que nos impinge a ficarmos horas nas filas, enfim a culpa é sempre de alguém e não nossa. Nestes estados não agimos com amor, estamos voltados tão somente às nossas necessidades, e egoístas, clamamos por nós mesmos.

Estes pequenos descuidos, para não falar quando reiteradamente cuidamos mais da vida alheia do que da nossa, fazendo observações ferinas, ou quando resolvemos alegrar o ambiente com impiedosas piadas, aproximam de nós os espíritos que ainda transitam nas esferas inferiores do plano terrestre, que se sentem à vontade em nossa presença e identificam-se com nossos pensamentos.

A ponte que nos liga a eles está feita, e por nós mesmos. Cabe agora, através do Evangelho no Lar, leituras edificantes e bons pensamentos, mostrarmos outros caminhos àqueles que se agregaram a nós. Quando assim agirmos tanto pode o espírito achar-nos desinteressante e afastar-se de nós por não comungarmos com seu pensamento, como pode encontrar um novo caminho e dar oportunidade ao "pronto socorro" espiritual para atendê-lo.

Como perceber se estamos assediados por espíritos? Através de nossos pensamentos. Se mudarmos a nossa maneira de pensar ou agir bruscamente, ficando com uma raiva que habitualmente não temos, ou uma tristeza muito grande sem motivo é possível que estejamos sendo assediados, nestes casos devemos procurar ajuda no Centro Espírita para que seja feita a avaliação e, se for o caso, fazermos o tratamento adequado. Só uma equipe composta por vários médiuns terá condição de avaliar a gravidade ou não do problema.

Para exemplificar, lembro-me de um dia ao estar saindo da Casa de Detenção, presídio onde trabalhei muito tempo, quando senti uma ansiedade enorme e desmotivada de sair. Cada portão que se abria, fazia-me feliz por ter transposto mais um, como se eu tivesse a minha liberdade cerceada, condição que nunca passei. Ao transpor o último portão, lembrando dos ensinamentos espíritas pensei que poderia estar acompanhada de algum espírito desencarnado que pensaria estar sofrendo os algozes da prisão. Seu espírito pensaria estar, ainda preso nos limites do concreto e aproveitando a minha saída, imiscuiu-se para ir de encontro a sua tão almejada liberdade. Alguns minutos depois, nada mais sentia. Oro para que ele tenha encontrado apoio nos amigos da espiritualidade e o reconforto que tanto percebi que necessitava.

O assédio pode acontecer em qualquer momento ou lugar, com qualquer pessoa. Portanto, cabe a nós estarmos atentos e vigilantes, cumprindo a máxima de Jesus: Orai e Vigiai.

Autoria: 
Diana Ostam Romanini