Mensagem do Irmão Karl


No transcorrer da nossa jornada terrena, sem muito esforço, haveremos de nos deparar com seres humanos que, através das suas palavras, olhares, atitudes e ações, delatam a desconfortável presença do ressentimento em suas almas, ainda cativas dos desenganos e das bagatelas do mundo.

Acossados pelo orgulho pertinaz, sem apor-lhe a mínima resistência, deixam-se enlaçar por este desvaloroso sentimento, comprometendo o seu convívio familial, profissional, social e, logicamente, suas próprias vidas.

Dele prisioneiros, é comum sentirem-se ofendidos, desrespeitados, desprezados, ilustrando, através das suas manifestações orais, faciais, gestuais, o seu descontentamento, deixando transparecer o fel do orgulho, camuflado em forma de ressentimento, a espraiar-se na intimidade das suas almas enfermas, fazendo com que, gradualmente, o seu corpo carnal venha, também, a adoecer.

Transportando, dia após dia, no alforje das suas almas, esta desvirtude, vão embrenhando-se na floresta densa e perigosa dos julgamentos precipitados, instintivos, transformando suas existências num calvário de aflições íntimas, distanciando-se da seara da tal felicidade.

Não é raro que os seres humanos com os quais convivem, interagem, lhes enderecem doces palavras, fraternais atitudes e comportamentos condizentes com os seus princípios educacionais, culturais, sociais. Entretanto, olvidam-se de que os irmãos de jornada só lhes poderão ofertar o que possuírem e, muitas das vezes, teimam deles esperar que lhes presenteiem com o que, ainda, não têm.

Assim pensando, delatam o desconhecimento acerca do significado da palavra Alteridade - saber conviver com os diferentes - e, por esta razão, não conseguem entender que, cada ser humano, espelha a somatória das suas incontáveis experiências vivenciadas ao longo do carreiro das encarnações, evidenciando, em oportunidades tantas, os valores e desvalores que possuem e que somente o tempo os fará identificar e avaliar.

Se, porventura, assim ainda nos encontramos, empenhemo-nos para não permanecermos no aguardo de que as criaturas que conosco transitam pelas passarelas do mundo, venham-nos ofertar o que desejamos receber, mas, sim, presenteá-las, com tudo aquilo que de nós esperam, pois, seria assim que o Mártir da Cruz agiria, se ainda estivesse peregrinando por este planeta azul, que, gradualmente, caminha pelas estradas promissoras da regeneração.

Autoria: 
Da redação