Conquistando virtudes


Qual de nós não desejaria viver em um mundo melhor? Imaginemos um planeta repleto de paz, alegria e muito amor; um lugar onde não houvesse guerra, injustiça, miséria e violência; um ambiente onde todos cultivassem a verdadeira amizade...

Sonhamos com um lugar assim; principalmente por vivermos em um planeta completamente diferente: um mundo onde o mal predomina. Mas sabemos, por outro lado, que esses mundos maravilhosos existem e estão ao nosso alcance. Através de diversos livros espíritas, temos a oportunidade de conhecer as diversas moradas do outro plano da vida. Quantas vezes, durante nossas leituras, não nos transportamos mentalmente para essas colônias espirituais? Quantas vezes não almejamos viver nesses paraísos celestes?

Sabemos, entretanto, que esta conquista requer muito esforço de nossa parte; é necessário que deixemos nossos defeitos de lado e angariemos, pouco a pouco, todas as virtudes necessárias para a realização desse nosso objetivo.
Mas será que não podemos começar a viver em mundo melhor desde já? Será que, ao adquirirmos virtudes, não estaremos melhorando nossos relacionamentos e, conseqüentemente, o ambiente em que vivemos?

Na verdade, não nos conscientizamos, ainda, de que devemos agir aqui da mesma forma que agiríamos do outro lado. Não alcançaremos esses lugares maravilhosos se não nos dispusermos a melhorar enquanto seres encarnados. É preciso que trabalhemos em todos os campos de nossas vidas para que atinjamos nosso aperfeiçoamento moral e possamos habitar esses recantos espirituais. Se somos preconceituosos e ignoramos nossos irmãos menos favorecidos, como almejar um mundo onde reina a fraternidade entre todos? Se temos repulsa e nos negamos a auxiliar nossos irmãos em favelas, asilos, orfanatos e hospitais, como poderemos descer às sombras dos umbrais para socorrer àqueles que se encontram na escuridão?

Nada conseguiremos se não nos dispusermos a lutar contra nossos desejos inferiores. Estamos sempre esperando o dia de amanhã para mudar nossos comportamentos. Não há dúvida de que sem nosso corpo material é menos difícil vencer nossos instintos carnais. Porém, só isto não basta. Há que reencarnar. Lembremo-nos do óbolo da viúva, que nos mostra que há mais mérito quando fazemos algo com sacrifício do que quando não temos que renunciar a nada.

Saibamos compreender que a nossa verdadeira morada é a espiritual, não adiemos nosso aperfeiçoamento moral. Lutemos contra nossas paixões e defeitos e não culpemos nosso corpo pelas faltas que venhamos a cometer. Façamos desse mundo material um local mais agradável de se viver, reformando-nos interiormente, conquistando virtudes e, acima de tudo, praticando a caridade em todos os momentos de nossas vidas.

Autoria: 
Alexandre Ferreira