Os amuletos e outros objetos de superstição


PERGUNTA DE ADÉLIA G. LEAL: Sou dada a algumas superstições. O gnomo, a pedra ametista, a bruxinha que não sai do meu quarto, elementos que me atendem nos meus anseios e horas de dificuldades. Outro dia uma pessoa visitou-me em casa; ela não parava de falar e eu precisava estudar. Joguei sal grosso nos cantos da casa e ela foi embora. Sei que o espírita não acredita nesses meios materiais, e gostaria de saber o motivo.

Não é que o espírita não acredite na eficácia de certos métodos, apenas procura explicá-los de outra forma. Já é sabido, inclusive pela ciência, o poder que a fé possui em modificar algumas situações, como por exemplo o estado da nossa saúde física, ou até mesmo influenciar o comportamento de outras pessoas.

Colocando a sua fé em função de promover algo nesse sentido, o amuleto, duende ou qualquer outra coisa, serve apenas como um elemento para "focar" a sua concentração e daí permitir que a sua fé atue em função de obter os efeitos desejados. Também não podemos deixar de lado a influência da espiritualidade, superior ou não, que sempre pode atuar nesse ou naquele sentido, independentemente de termos consciência desse intercâmbio.

A fé em amuletos e elementais remonta aos tempos em que eles eram elementos da religião celta. Depois de duramente combatida pela igreja oficial, e ter sido associada a práticas demoníacas e de bruxaria, hoje, as pessoas tendem a encarar esses restos da antiga religião de forma bem mais romântica e sem conotações negativas. Se antigamente, a bruxa era uma parceira do diabo, hoje, ninguém se importa de ser chamado de bruxo ou bruxa, pelo contrário, até acham isso positivo.

Talvez esse fenômeno se deva a uma nova interpretação de outras religiões que não estejam ligadas ao cristianismo. Isso não deixa de ser algo bom já que permite que deixemos de lado a posição de que somente por um caminho se pode chegar à verdade. O que não se pode, é simplesmente ressuscitar antigas práticas sem observar que o seu tempo já passou e que agora necessitamos de novas interpretações, mesmo que usando antigos jargões.

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Autoria: 
Márcia R. Farbelow e Hugo Puertas de Araújo