A Lei do Amor e a Lei da Justiça


Há uma interação da Lei do Amor com a Lei da Justiça (duas faces da mesma moeda) trabalhando ambas pela redenção da criatura. Ao nos afastarmos da Lei do Amor somos apanhados pela função regeneradora da Lei da Justiça que, pela dor, prova, expiação, resgate, nos oferece a oportunidade da prática da Lei do Amor. Quando a dor surge, ela nos pede amor, em alguma região íntima de nossa alma, onde ainda há desamor, onde ainda há imperfeições que nos impelem à prática de ações contrárias ao bem. A meta é o amor por ele mesmo, buscado espontaneamente ou trazido pela função educadora da dor. Nessa interação de ambas as leis, gera-se o destino pelo uso do nosso livre-arbítrio para o erro ou para o acerto. Muda-se o destino quando, sob a expiação do erro, promove o ser humano a sua renovação no bem. Ou, então, reincide na repetição, às vezes com agravantes, do mesmo destino, quando não se renova, usando mal o seu livre-arbítrio.

Autoria: 
Raphael Rios