Hábito mental
Há pessoas que não conseguem orar e, quando vão orar, ocorrem-lhes pensamentos de teor vibratório muito baixo. Na hora da prece são assistidas por lembranças de coisas desagradáveis, vulgares, sensuais, e não sabem compreender como isso lhes sucede. É resultado de hábito mental.
Se nós, a vida inteira, jogamos para o inconsciente idéias depressivas, vulgaridades, criamos ideoplastias perniciosas. A nossa memória anterior ou subconsciente fica encharcada daquelas fixações. Na hora em que vamos exercitar um pensamento ao qual não estamos habituados, é lógico que, primeiro, aflorem os que são freqüentes. Ilustraremos melhor:
Imaginemos aqui um vaso comunicante em forma de letra “U”. De repente vamos orar ou sintonizar com os Espíritos nobres. Pelo superconsciente vem a idéia, passa pelo consciente e desce ao inconsciente. Ao passar por ali recebe o enxerto das idéias arquivadas e chega novamente à razão, influenciada pela mescla do que está em depósito. Se pegamos um vaso que está com fuligem, com poeira e colocamos água limpa, ela entra cristalina, porém sai suja, até que, se perseverarmos e continuarmos colocando água limpa, ela irá assear aquele depósito e sairá, por fim, como entrou. É necessário, então, porfiar na idéia, insistir nos planos positivos, permanecer nos pensamentos superiores.
Somos sempre responsáveis por quaisquer comunicações, desde que sejamos o fator que atrai a Entidade que se vai apresentar, graças às nossas vibrações e conduta intelecto-moral.
Divaldo Pereira Franco
Livro: Diretrizes de Segurança: Um Diálogo em Torno das Múltiplas Questões da Mediunidade
Divaldo Pereira Franco, J. Raul Teixeira.
Editora Fráter














