Ansiedade


A ansiedade em muitas ocasiões nos faz companhia, evidenciando seu poder, sua força e sua ascendência sobre nós.

A sua presença embaça os nosso olhos, não nos permitindo visualizar as belezas que generosamente o mundo nos oferece.

Os nossos ouvidos tornam-se insensíveis aos acordes maviosos da vida, percebendo tão somente o tilintar egoístico do nosso querer.

Nossas palavras carecem de harmonia e brandura fazendo com que as frases por nós emitidas exalem a acidez dos nossos pensamentos.

Nossa presença, isenta de calor humano, evidencia a frieza do nosso coração, externando aos olhos do mundo os nossos sentimentos egoístas.

A ansiedade nos incita a colher o fruto verde, ainda impróprio para o deleite do nosso paladar, ao passo que a paciência, mansamente nos faz aguardar o momento propício da colheita, fazendo-nos usufruir o justo valor que o alimento em sua contextura encerra.

A ansiedade entorpece a nossa sensibilidade, aprisionando a nossa alma, fazendo-a jungir ao instinto grotesco, enaltecendo a efêmera matéria.

Nesta azáfama, não nos apercebemos da doce presença do companheiro espiritual que acompanha os nosso passos inseguros orientando intuitivamente nossa caminhada, levando ao nosso coração ondas de paz, de carinho, de harmonia, de amor.

Sorri com as nossas alegrias, enxuga fraternalmente nosso pranto, deseja-nos um bom dia, diz-nos boa noite velando o nosso sono.

Estimula-nos a praticar a caridade, a humildade, a compreensão, o entendimento, o perdão.

Oferta-nos fraternalmente seu tempo e, nós, impassíveis, nada lhe oferecemos.

Quantas vezes ilumina o nosso caminho, auxiliando-nos para que não venhamos a tropeçar e, nós cativos das ilusões, buscamos outras estradas, que fatalmente nos levarão a outras paragens, onde desfrutaremos de alegrias fugazes.

Comportamo-nos, na maioria das vezes, como verdadeiros autistas, nada percebendo, nada sentindo, nada detectando.

Todas as vezes que nos sentimos envoltos pela ansiedade, tenhamos a certeza de que estaremos nos afastando deste companheiro espiritual amoroso e, consequentemente, nos apartando do Divino Amigo Jesus.

A você que nos dedica generosamente alguns instantes do seu precioso tempo, atento às nossas modestas frases, gostaria de lhe fazer um pedido, que provem das profundezas do meu coração: Medite! Reflita sobre tudo isto que pacientemente teve a oportunidade de ler e se, por vezes, se sentir ansioso, procure redirecionar os seus pensamentos, a sua conduta.

Apaziguando sua mente e dulcificando o seu coração, entrará em sintonia com o amigo espiritual que lhe oferta a companhia e intuitivamente usufruirá os seus tesouros espirituais conquistados ao longo das encarnações.

Assim agindo, estará haurindo, a longos haustos, o aroma perfumoso da espiritualidade e nas profundezas do seu ser, uma voz melíflua se fará ouvir, dizendo-lhe: "Estou consigo, irmão!"